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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Neste mundo "órfão" temos uma mãe que nos acompanha e defende!


PAPA: NESTE "MUNDO ÓRFÃO" TEMOS UMA MÃE QUE NOS ACOMPANHA


Ontem, 15 de setembro, a Igreja celebrou o dia de Nossa Senhora das Dores, e o Papa Francisco, durante a homilia na Santa Missa no Vaticano nos convidou através do Evangelho a contemplar o mistério do Calvário e a Crucificação de Nosso Senhor. 

"Neste mundo que sofre a crise da grande orfandade, nós temos uma Mãe que nos acompanha e nos defende": foi o que afirmou o Papa na missa da manhã, presidida na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora das Dores.

O Evangelho do dia (15/09) propõe uma cena no Calvário. Todos os discípulos fugiram, com a exceção de João e algumas mulheres. Aos pés da Cruz, ficou Maria, a Mãe de Jesus.
“Todos olhavam para ela. ‘Aquela é a mãe do delinquente; aquela é a mãe deste subversivo!’, diziam.
"Maria ouvia tudo e sofria uma humilhação terrível. Ouvia também os ‘grandes’, alguns sacerdotes que ela respeitava por serem sacerdotes. ‘Mas tu, que és tão bom, desça!’. Com seu Filho, nu, ali. Maria tinha um sofrimento tão grande, mas não foi embora; não renegou seu Filho! Era a sua carne."
Jesus – afirmou o Papa – prometeu não nos deixar órfãos, e na Cruz nos doou a sua Mãe como nossa Mãe: 
“Nós, cristãos, temos uma Mãe, a mesma de Jesus; temos um Pai, o mesmo de Jesus. Não somos órfãos! E Ela nos dá à luz naquele momento com tanta dor: é realmente um martírio. Com o coração traspassado, aceita dar à luz a todos naquele momento de dor. E a partir daquele momento, Ela se torna a nossa Mãe, a partir daquele momento Ela é nossa Mãe, aquela que cuida de nós e não tem vergonha de nós, nos defende”.
“Em um mundo que podemos chamar “órfão” - concluiu o Papa - neste mundo que sofre com a crise de uma grande orfandade, talvez a nossa ajuda é dizer “Olhe para sua mãe!”. Nós temos uma que nos defende, nos ensina, nos acompanha; que não tem vergonha dos nossos pecados. Não se envergonha, porque Ela é mãe. Que o Espírito Santo, este amigo, este companheiro de viagem, este Paráclito advogado que o Senhor nos enviou, nos faça compreender este mistério tão grande da maternidade de Maria”.

Fonte: Rádio Vaticana 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Evangelizar não é se exibir, é dar testemunho de vida!



Papa: evangelizar não é se exibir, é dar testemunho de vida




Na homilia desta sexta-feira, Papa refletiu sobre o que é evangelizar: não é proselitismo nem passeio, mas testemunho



Não reduzir a evangelização ao funcionalismo nem a um simples ‘passeio’: é o convite feito pelo Papa Francisco na homilia desta sexta-feira, 9, na Casa Santa Marta. O Pontífice destacou a importância que o testemunho deve assumir na vida dos cristãos, alertando para a tentação de fazer proselitismo ou convencer à força de palavras.
O que significa evangelizar e como fazê-lo? Francisco se inspirou na Carta de São Paulo aos Coríntios e questionou o significado de dar testemunho de Cristo. Primeiramente, explicou o que não é evangelizar: ‘reduzi-la a uma função’.

Evangelizar não é se exibir

Infelizmente – disse – hoje, em algumas paróquias, este serviço é vivido como uma função. Leigos e sacerdotes se exibem sobre o que fazem.
“Isto é ostentação: é se exibir”; reduzir o Evangelho a uma função ou a uma ostentação. “Eu vou evangelizar e levo a Igreja a muitos”. É fazer proselitismo, que é também uma exibição.
Evangelizar não é fazer proselitismo e nem fazer um passeio, nem reduzir o Evangelho a uma função, explicou Francisco. Isto é o que Paulo diz: “Para mim não é um motivo de exibição, para mim é uma necessidade que se impõe”.
Mas qual seria, então, o “estilo” da evangelização?, perguntou o Papa. “É fazer tudo a todos, é ir e compartilhar a vida com os outros, acompanhar no caminho de fé, fazer crescer no caminho da fé”.

Evangelizar é dar testemunho

O Papa atentou ainda para a necessidade das pessoas se colocarem na condição do outro. “Se ele está doente, me aproximo e não o atormento com argumentos, é estar próximo, assistir, ajudar”. Evangeliza-se, segundo o Papa, com este comportamento de misericórdia: fazer tudo a todos; é este o testemunho que leva a Palavra”.
Enfim, Francisco recordou que, durante o almoço com os jovens na JMJ de Cracóvia, um jovem lhe perguntou o que deveria dizer a um amigo querido, ateu.
“É uma boa pergunta! Todos conhecemos pessoas que estão afastadas da Igreja: o que devemos dizer a elas? E eu respondi: ‘A última coisa que deve fazer é dizer algo! Começa a fazer e ele verá o que tu fazes e te perguntará; e quando te perguntar, tu dizes. Evangelizar é dar este testemunho: eu vivo assim, porque creio em Jesus Cristo; eu reacendo em ti a curiosidade da pergunta ‘mas porque fazes estas coisas?’. Porque creio em Jesus Cristo e anuncio Jesus Cristo e não somente com a Palavra – se deve anunciá-lo com a Palavra – mas com a vida”.
Este evangelizar, disse o Papa, também é um ato gratuito, “porque recebemos de graça o Evangelho, a graça, a salvação, não se compra nem se vende: é grátis! E de graça devemos dá-la”.

Viver a fé

O Santo Padre finalizou a homilia recordando São Pedro Claver, que a Igreja celebra nesta sexta-feira. Um missionário, pontuou, que “foi anunciar o Evangelho”. Talvez, refletiu o Papa, ele pensasse que seu futuro seria pregar: no seu futuro o Senhor pediu-lhe que estivesse próximo, junto aos descartados daquele tempo, aos escravos, aos negros, que chegavam lá da África para ser vendidos.
“E este homem não passeou, dizendo que evangelizava; não reduziu a evangelização a um funcionalismo e tampouco a um proselitismo: anunciou Jesus Cristo com gestos, falando aos escravos, vivendo com eles, vivendo como eles! E como ele na Igreja existem tantos! Tantos que anulam a si mesmos para anunciar Jesus Cristo. E também todos nós, irmãos e irmãs, temos a obrigação de evangelizar, que não é bater à porta do vizinho ou da vizinha e dizer: ‘Cristo ressuscitou’. É viver a fé, é falar da fé com docilidade, com amor, sem vontade de convencer ninguém, mas gratuitamente. É dar de graça aquilo que Deus nos deu gratuitamente: isto é evangelizar”.

Rádio Vaticano

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Santa Teresa de Calcutá

Madre Teresa, freira celebrada por suas obras de caridade com crianças e enfermos na Índia, foi canonizada durante a manhã do último domingo (4) no Vaticano e se tornou a mais nova Santa da Igreja Católica.

“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz”.  Mais do que falar e escrever, Madre Teresa de Calcutá viveu este seu pensamento.
Nascida no dia 27 de agosto de 1910 em Skopje, na Albânia, foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe sobre sua infância, adolescência e juventude, porque ela não gostava de falar de si mesma. Aos dezoito anos, sentiu o chamado de consagrar-se totalmente a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, no dia 29 de setembro de 1928, ingressou na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era o trabalho missionário com os pobres na Índia. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria dissera: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora vivesse cercada de meninas filhas das famílias mais tradicionais de Calcutá, impressionava-se com o que via ao sair às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade – congregação fundada por Madre Teresa – como o “Dia da Inspiração”, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, Madre Teresa deparou com um irmão pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede!”. A partir disso, ela afirmou ter tido a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento, com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua madre superiora, ela saiu de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário nas ruas de Calcutá. Começou por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, aos quais começou a ensinar numa escola improvisada. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
O início foi muito desafiador e exigente, mas Deus foi abençoando sua obra e as vocações começaram a surgir entre suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começou a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e, no dia 7 de outubro de 1950, a congregação fundada por ela foi aprovada pela Santa Sé, expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro anos mais tarde.
No ano de 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebeu em audiência privada e a tornou sua melhor “embaixadora” em todas as nações, fóruns e assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação aos excluídos e abandonados – reconhecida e admirada por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por alguns países submetidos ao marxismo – Madre Teresa foi encontrar-se com o Senhor de sua vida e missão no dia 5 de setembro de 1997. Sua despedida atraiu e comoveu milhares de pessoas de todo o mundo durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Mundial das Missões.
E agora canonizada pelo Papa Francisco no dia 04 de setembro de 2016!
Santa Madre Teresa de Calcutá, Rogai por nós!


terça-feira, 19 de julho de 2016

JMJ: Conheça um pouco da história


No próximo dia 26 de julho inicia o maior evento mundial da juventude católica.... A Jornada Mundial da Juventude faz um grande encontro de jovens católicos com o Papa. Esse ano acontecerá na Polônia. Você conhece a história das jornadas? Não! Então leia um pouco sobre a JMJ



2013 - Brasil, Rio de Janeiro - Papa Francisco

TEMA: Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28,19)

O Papa Francisco reuniu os jovens em “seu” continente. Eles chegaram a um país cheio de contrastes. Um país onde um carnaval barulhento ocorre em lugares de miséria, e cidadãos que formam a maior nação católica do mundo lutam todos os dias contra uma lei hostil à proteção da vida. Assumindo o tema missionário do encontro, o “Dias nas Dioceses” se tornou a “Semana Missionária”. Em seus ensinos, o Santo Padre lembrou aos jovens que eles não podem se tornar missionários sem primeiro serem discípulos de Cristo. Na história da edição, ficarão marcados os testemunhos da aceitação generosa dos peregrinos pelos moradores da cidade, em especial de residentes das comunidades mais pobres; assim como a visão da Praia de Copacabana, que ficou lotada de jovens até a beira do oceano. Foi nessa mesma praia que Francisco encorajou a juventude: “Ide, sem medo, para servir!” – e convidou a todos para a próxima edição em Cracóvia. 

HINO: Esperança do Amanhecer

A Jornada Mundial da Juventude no Rio foi a primeira participação do Papa Francisco, e sua primeira viagem internacional como pontífice.

2011 - Madrid, Espanha - Papa Bento XVI

TEMA: Arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé (Col 2,7)

Durante a Jornada Mundial da Juventude, uma onda de protestos varreu a capital espanhola; ilustrando não somente as dificuldades sociais e econômicas, mas também a crise de fé do Velho Continente. Em resposta, durante a missa de abertura, o Cardeal Stanislaw Rylko insistiu que os jovens peregrinos são chamados a dar, à Europa perdida, um testemunho “de fé, que é possível”. Papa Bento XVI também encorajou os jovens a lutar pela fé contra as ameaças do mundo moderno. “Então não guardem Cristo para vocês! Comuniquem a alegria de vossa fé aos outros!”, disse ele na missa no aeródromo em Cuatro Vientos. No mesmo aeródromo, uma violenta tempestade caiu na Vigília de sábado, mas que não conseguiu diminuir o entusiasmo dos peregrinos que rezaram e se alegraram, até que a chuva e vento pararam pouco antes do início da adoração ao Santíssimo Sacramento, com a presença do Papa Bento XVI.

HINO: Firmes en la Fe

No final da JMJ de Madri o encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal reuniu cerca de 200 mil pessoas. Durante o encontro, Kiko Arguelo disse aos jovens: “se algum de vocês, irmãos e irmãs, sentirem que Deus te chama a dar sua vida a Cristo, levante-se”. Então, cerca de cinco mil rapazes e três mil garotas levantaram-se e aproximaram-se dos bispos para uma bênção ao caminho para suas vocações.

2008, Sydney, Austrália - Papa Bento XVI

TEMA: Recebereis a força do Espírito Santo,
que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas (At 1,8)

A “Jornada Mundial da Juventude dos antípodas”, no extremo oposto do centro do mundo ocidental, foi um desafio aos organizadores. Não somente por causa da grande distância que os peregrinos tiveram que percorrer, mas porque foi realizada em um país onde apenas 26% da população se identificam como católica. Cerca de um quarto deles são aborígenes, habitantes nativos da Austrália, que vivem à margem da sociedade australiana. Durante a celebração da JMJ, sua presença foi constantemente destacada. Eles saudaram os peregrinos e o Santo Padre com a tradicional procissão sobre a água. O papa também os mencionou em seus discursos. Embora a JMJ de Sidney tenha acabado por ser uma das menores da história das Jornadas, resultou em um grande avivamento para a igreja local. Foi percebido o convite do Papa Bento XVI aos jovens, para se tornarem os "profetas de uma nova era" e também para aspirar à santidade: "Graças à ação do Espírito, possam os jovens aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude ter a coragem de se tornar santos! Isto é o que o mundo precisa, mais do que qualquer outra coisa".

HINO: Receive the Power

O formato moderno e multimídia da JMJ, com um total envolvimento nas redes sociais, como canal no Youtube e página no Facebook, começou em Sidney.

2005, Colônia, Alemanha - Papa Bento XVI

TEMA: Viemos adorá-lo (Mt 2,2)

Ela foi convocada pelo Papa João Paulo II e presidida depois pelo Papa Bento XVI, assim chamada “a primeira JMJ de dois papas” pelo Cardeal Joachim Meisner. Após a morte de João Paulo II, muitos se perguntaram se a juventude ouviria o próximo sucessor de São Pedro com igual carinho, e como o papa se abriria ao diálogo com ela. No entanto, jovens de 197 países vieram à Colônia. Lá, além da participação nos eventos "tradicionais" da JMJ, os jovens fizeram uma peregrinação à Catedral, em que as relíquias dos Três Reis Magos estão guardadas. Foi também onde o Papa Bento XVI, inspirado pelo tema do encontro, deu aos peregrinos um presente que ainda hoje permanece nas JMJ: a adoração ao Santíssimo Sacramento na Vigília de sábado.

HINO: Venimus adorare eum

Apesar de ser a primeira JMJ sem a presença física de João Paulo II, ele estava presente não só na mente dos peregrinos, mas também na forma de um grande retrato exposto em frente à Catedral de Colônia. Este retrato foi feito de centenas de milhares de imagens de jovens de todo o mundo.

2002, Toronto, Canadá - Papa João Paulo II

TEMA: Vós sois o sal da terra...
Vós sois a luz do mundo (Mt 5, 13-14)

A edição no Canadá aconteceu sob a sombra dos ataques aos prédios do World Trade Center, localizado há apenas 550 km, em Nova Iorque. Seis meses depois dos ataques, os jovens levaram ao local da tragédia a Cruz da JMJ, que pela primeira vez cruzou todas as dioceses canadenses, preparando o país para a Jornada. Também houve inovações: pela primeira vez o nome “Festival da Juventude” foi utilizado. E para os peregrinos e moradores de Toronto uma experiência inesquecível foi também o mistério da Via-Sacra, organizado nas ruas de um dos bairros comerciais. O Santo Padre não só explicou aos peregrinos a profundidade das bênçãos evangélicas, mas também, ao final do encontro, passou a tarefa: "Vocês são a nossa esperança. Os jovens são a nossa esperança. Não deixem que essa esperança morra! Apostem suas vidas Nele! Nós não somos a soma de nossas fraquezas e fracassos; nós somos a soma do amor do Pai por nós e nossa real capacidade de tornar-se a imagem de seu Filho".

HINO: Light of the World

Esta edição fica na memória de muitos jovens como a última presidida por João Paulo II.

2000, Roma, Itália - Papa João Paulo II

TEMA: E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós (Jo 1, 38-39)

Quando a Igreja celebrou o Grande Jubileu do Ano 2000, o papa convidou os jovens à Roma e escolheu como o tema, como explicou, “a frase com que o apóstolo João descreve o profundo mistério de Deus feito homem: ‘O Verbo se fez carne, e habitou entre nós’”. Ele falou para o público: "Queridos amigos, no alvorecer do terceiro milênio eu vejo em vocês os ‘sentinelas da manhã’", e lembrou-lhes que é impossível ser uma testemunha da fé, sem ter raízes nela. Portanto, no limiar do novo milênio, os participantes da JMJ viajaram por Roma seguindo os passos dos primeiros cristãos: eles fizeram peregrinações ao túmulo de São Pedro, confessaram sua fé no Circo Máximo, onde os cristãos dos primeiros séculos morreram por causa da fé, e se reuniram em frente da Basílica Lateranense, o primeiro templo cristão, para ouvir o testemunho pessoal de fé, feito pelo papa.

HINO: Emmanuel

Durante esta JMJ, pela primeira vez os peregrinos tiveram a companhia do ícone da Santa Mãe de Deus “Salus Populi Romani”, reverenciado em Roma por mais de 15 séculos. Também foi no ano 2000, que uma catequese no caminho foi dada pela primeira vez.

1997, Paris, França - Papa João Paulo II

TEMA: Mestre, onde moras?
Vinde e vereis (Jo 1,38-39)

Apesar de somente um ano antes da celebração do Jubileu de 1500 anos do batismo da França, foi um símbolo da crise de fé na Europa. A preparação do encontro da juventude foi acompanhada pelo eco de uma questão dramática, a qual o Papa João Paulo II perguntou em Paris, em 1985: “França, filha mais velha da Igreja, o que você têm feito com seu batismo?”. Organizadores temiam que poucos jovens respondessem ao convite do papa para a JMJ. No entanto, os Atos Centrais reuniram quase três vezes mais peregrinos do que o esperado. A visão dos jovens lotando o Hipódromo de Longchamp e os 36 quilômetros de uma “corrente de jovens”, que envolveu Paris, foram testemunhos de fé que marcaram a história. Além disso, o encontro de Paris trouxe algumas novidades que são importantes partes da JMJ hoje: o Dia nas Dioceses – iniciada com o objetivo dos peregrinos compartilharem sua fé por todo o país; o serviço voluntário da juventude – para não cair na tentação de “profissionalizar” demais o evento; e a programação pastoral-cultural, hoje chamada de Festival da Juventude, que permite a promoção de muitos talentos, espirituais e artísticos, da juventude do mundo.

HINO: Maître et Seigneur, venu chez nous

Durante o encontro do Papa com a juventude em Paris, em 1997, mais de meio milhão de jovens deram-se as mãos, criando a chamada “corrente de fraternidade”, envolvendo a capital da França.

1995, Manila, Filipinas - Papa João Paulo II

TEMA:Tal como o Pai me enviou, eu vos envio (Jo 20, 21)

Desta vez, a JMJ foi parte da visita papal para o maior e menos evangelizado continente. Para o lugar de encontro com os jovens, o papa escolheu as Filipinas, o único país católico da Ásia. Este país luta todos os dias contra a grande pobreza e os muitos problemas sociais. Entre outros momentos guardados na memória dos participantes está a cerimônia de boas-vindas para o Papa, quando a juventude perguntou-lhe quatro questões: “O que você espera de nós, anunciando a JMJ?”, “Por que você nos pediu para atravessar o mundo inteiro?”, “Será que temos cumprido suas expectativas?” e “O que mais devemos fazer?”. O Papa João Paulo II não só respondeu, mas entrou em um diálogo espontâneo com os jovens, intercalado com cânticos, que continuou na noite seguinte. E, durante a Missa de Missão, ele assegurou-lhes: “Como Jesus vos envia? (...) Ele dá-lhes, em vez disso, graça e verdade. Ele vos envia com a mensagem poderosa de seu mistério pascal, com a verdade da Cruz e da Ressurreição. Isso é tudo o que ele lhes dá, e isso é tudo que você precisa".

HINO:Tell the Word of His love

Esta foi a maior JMJ em número de participantes, com mais de quatro milhões de peregrinos.

1993, Denver, USA - Papa João Paulo II

TEMA: Eu vim para que tenham vida,
e a tenham em abundância (Jo 10,10)

Durante uma época em que muitos jovens de todo o mundo sonhavam sobre o "sonho americano" e ter uma vida próspera, o papa convidou-os para uma cidade no centro dos Estados Unidos. Para os jovens da politicamente instável Europa, a nação parecia o "Estado ideal". Lá, João Paulo II recordou aos peregrinos que a fonte de uma vida feliz é a fidelidade a Jesus, ao invés de bens materiais. Ele ressaltou os atuais problemas do mundo, que em anos anteriores tinha sofrido profundas mudanças políticas e sociais. O resultado deste encontro foi, entre outras coisas, o início do Movimento dos Corações Puros, proclamando que o “Verdadeiro Amor Espera", e a inclusão da Via-Sacra na programação oficial da JMJ. Os peregrinos voltaram para seus países de origem inspirados pelas palavras do Papa: "Não tenham medo de sair nas ruas e em locais públicos, como os primeiros apóstolos que pregavam Cristo e a Boa Nova da salvação nas praças das metrópoles, cidades e aldeias. Não é o momento para se envergonhar do Evangelho. É o momento de o anunciar sobre os telhados”.

HINO: One Body

Foi em Denver que a grande Via Sacra da Juventude aconteceu pela primeira vez nas ruas da cidade. Ali se estabelecia uma nova tradição da JMJ.

1991, Czestochowa, Polônia - Papa João Paulo II


TEMA: Vós recebestes um Espírito de filhos (Rom 8,15)

Esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude em um local da Europa que havia sido libertado do comunismo. Para o Santo Padre, o encontro com a juventude era uma parte de sua quarta peregrinação à sua terra natal, a Polônia. Para muitos jovens peregrinos, o ponto culminante do evento foi a peregrinação a pé para Jasna Góra, que faz parte de uma tradição polonesa que remonta ao século XVII. Foi um sinal de mudança política o fato de cerca de 100 mil pessoas da Europa Oriental fossem capazes de ir "para o Ocidente" pela primeira vez e participar da JMJ. Por isso, olhando para os peregrinos reunidos aos pés do Santuário de Nossa Senhora, Rainha da Polônia, João Paulo II disse: “Por fim, a Igreja na Europa pode respirar livremente ambos os pulmões”. Na mensagem para este encontro, o Papa explicou que ele escolheu Jasna Góra, porque, aos pés da Mãe de Jesus, os jovens são capazes de experimentar o que uma “filiação” é e, no final da JMJ, em sua presença, ele anunciou um ato de consagrar a juventude de todo o mundo para a Mãe de Deus.

HINO: Abba Ojcze

O hino oficial desta edição, “Abba Pai”, tornou-se uma música popular entoada por sucessivas gerações de fiéis ao redor do mundo.


1989, Santiago de Compostela, Espanha - Papa João Paulo II

TEMA Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (J14,6)

Quando a Europa estava passando por transformações políticas e seus habitantes foram confrontados com perguntas sobre o seu futuro e identidade, João Paulo II levou a juventude de todo o mundo para a mais antiga rota de peregrinação europeia. Ele disse aos peregrinos: “No túmulo de São Tiago, queremos aprender que a nossa fé tem fundamentos históricos; não é algo vago e transitório”. Um dos fatos simbólicos da edição foi a decisão espontânea dos jovens, durante a missa de domingo, para recolher dinheiro para ajudar as pessoas da Bolívia, Índia e Tanzânia.

HINO: Somos los jóvenes del 2000

O Papa, com cajado de peregrino e chapéu, percorreu a última parte do Caminho de Santiago a pé.


1987, Buenos Aires, Argentina - Papa João Paulo II

TEMA: Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós 
e confiamos nesse amor (1 Jo 4, 16)

A segunda Jornada Mundial da Juventude também foi a primeira realizada fora da Itália e fora da Europa. O Papa João Paulo II escolheu Argentina lutando com as consequências do regime sangrento da ditadura militar e da teologia da libertação, e muitos elementos deste encontro foram explicações simbólicas da essência da Jornada Mundial da Juventude. Primeiro de tudo, era o momento. Apesar de o encontro em Buenos Aires ser o último a ser realizada no Domingo de Ramos, foi um lembrete de que o plano papal é convidar os jovens a explorar o Mistério da Redenção. Em segundo lugar, a definição de juventude. Explicando o tema do encontro, o Papa disse: “Naquelas palavras ressoa o testemunho pungente do que nos referimos como a juventude cristã de espírito, que é a constante preservação da fidelidade ao amor de Deus. A união com Deus nos permite todos os dias crescer nesta juventude”. Em terceiro lugar, foi a fórmula. A edição em Buenos Aires foi inteiramente baseada em um diálogo entre o Papa e os jovens.

HINO: Un nuevo sol

O discurso do papa foi baseado em 21 questões propostas pela juventude, e as celebrações foram acompanhadas de numerosas performances, em que os jovens expressaram dificuldades, preocupações e esperanças da vida cotidiana.

1986, Roma, Itália - Papa João Paulo II

TEMA: Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.

(1Pd 3, 15 – mensagem do Santo Padre João Paulo II aos jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude)

Embora o primeiro encontro tivesse uma dimensão diocesana, esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude “contabilizada”. Em sua homilia, o Papa João Paulo II explicou aos jovens o que, de acordo com o seu plano, deve ser a Jornada Mundial da Juventude, tanto na dimensão diocesana como internacional. Ele disse: "Hoje vocês estão aqui de novo, queridos amigos, para começar, em Roma, na Praça de São Pedro, a tradição da Jornada Mundial da Juventude, a celebração a que toda a Igreja é convidada. (...) A Jornada Mundial da Juventude significa apenas isso, ir ao encontro de Deus, que entrou para a história do homem por meio do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Ele entrou de uma forma que não pode ser desfeita. E ele deseja conhecê-lo acima de tudo”.

Foi neste ano que o caminho das JMJ começou oficialmente.

CRIAÇÃO DA JMJ

A criação da Jornada Mundial da Juventude foi outro exemplo da preocupação de João Paulo II em relação aos jovens, expressada desde os primeiros momentos de seu pontificado. Assim como durante o início de seu pontificado, ele disse aos jovens: "Vocês são o futuro do mundo, vós sois a esperança da Igreja, vocês são a minha esperança”. Quando, em 13 de março de 1983, ele abriu o Centro de Jovens de San Lorenzo, no Vaticano, e duas semanas mais tarde, inaugurou o Extraordinário Ano Santo do Jubileu da Redenção, ele aceitou dos jovens do Centro a cruz de madeira que se tornou um símbolo do Ano Santo. No final das celebrações do Domingo de Ramos, 22 de abril de 1984, ele pediu aos jovens para carregar esta cruz por todo o mundo como um sinal da redenção e do testemunho de sua fé. A juventude assumiu este pedido. Além disso, ela respondeu ao convite do Papa, que os chamou a Roma, em 1985, para um encontro, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, instituído pela Organização das Nações Unidas. Entre outros fatores, estes eventos inspiraram o Santo Padre a se envolver em encontros regulares com os jovens. Ele explicou a sua importância para os funcionários da Cúria Romana durante a véspera de Natal: “Todos os jovens devem sentir o cuidado que a Igreja tem para com eles. Portanto, toda a Igreja, em união com o sucessor de Pedro, deve ser cada vez mais engajada em um nível global aos cuidados com a juventude, em resposta às suas ansiedades e preocupações e as suas receptividade e esperanças. Temos de tentar corresponder às suas expectativas, e nós devemos comunicar a certeza de que é Cristo, a Verdade que é Cristo, e o amor que é Cristo. E nesta preocupação privilegiada, que a Igreja dirige em direção a eles, os jovens precisam encontrar uma prova de que eles importam muito, porque eles valem muito a pena. A sua vida é valiosa para a Igreja”.

Texto retirado de: http://www.krakow2016.com/

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mensagem do Santo Padre Francisco para a XXIX Jornada Mundial da Juventude

Francisco pede aos jovens a coragem da solidariedade e da sobriedade. E anuncia João Paulo II como Padroeiro das JMJ




Cidade do Vaticano (RV) - "Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu": este é o titulo da Mensagem que o Papa Francisco dirige aos jovens para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada em nível diocesano em 13 de abril.

Confira o texto:
Mensagem do Santo Padre Francisco para a XXIX Jornada Mundial da Juventude
(Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014)
«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)
Queridos jovens,
Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.
A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de refletir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).
1. A força revolucionária das Bem-aventuranças
É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.
Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.
As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.
Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.
2. A coragem da felicidade
O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).
Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.
Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.
3. Felizes os pobres em espírito…
A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?
Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.
O adjectivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.
Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).
São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.
Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.
Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.
Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.
Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).
4. … porque deles é o Reino do Céu
Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus connosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».
Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.
Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.
No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».
Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade
Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir - de 2014.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Apresentação da Mensagem do Papa para a 48º Jornada Mundial das Comunicações Sociais

Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais 48º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro 1 de Junho de 2014
Mensagem do Santo Padre Francisco
Comunicações SociaisQueridos irmãos e irmãs,
Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.
Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.
No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correcta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.
Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.
Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».
Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.
Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.
Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efectiva e afectivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.
O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (BENTO XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.
Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.
Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.
FRANCISCUS

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bento XVI anuncia renúncia


Bento XVI anunciou esta segunda-feira, 11, que fará a renúncia ao pontificado no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio, publicado na RadioVaticana:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI

Obrigado Papa Bento XVI por tudo!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

JMJ

2013, sem dúvida, é o ano da Juventude católica. Ter em nosso país a presença do Papa e de jovens do mundo inteiro louvando e adorando a Jesus é uma graça de Deus... Que nossa juventude possa experimentar a cada momento desse ano com muita FÉ levando àqueles jovens a mensagem de que PODEMOS SIM SER SANTO SEM DEIXAR DE SER JOVEM...

Prepare-se para vivenciar essa graça!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - RIO 2013

No último dia 13 foi decidida a data oficial da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro em 2013. Os dias 23,24,25,26,27 e 28 de julho foram os escolhidos para ser a manifestação da força da juventude católica. Nesses dias o nosso querido Papa Bento XVI estará trazendo palavras à juventude de todas as partes do mundo que se unirão em uma só voz em nosso país. Será um momento de muita graça para o povo brasileiro. Desde já colocamos as nossas orações para que a JMJ 2013 traga força e perseverança para os jovens do nosso país.