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segunda-feira, 20 de março de 2017

São José, protetor da Sagrada Família


No dia de ontem comemoramos o dia de São José que acolhe a Igreja, da qual é o patrono e grande intercessor de todos nós



Celebra-se no dia 19 de março, a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.
Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.
Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”.
No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.
“Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1,24).
O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.
Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós.
Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à vontade do Senhor.
São José, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Dedicação da Igreja Nossa Senhora Aparecida e São Francisco de Assis - Major Prates


DEDICAÇÃO DA IGREJA NOSSA SENHORA APARECIDA E SÃO FRANCISCO DE ASSIS - MAJOR PRATES

Aconteceu ontem dia 12/12/16, dia de Nossa Senhora de Guadalupe, a dedicação da nossa Igreja Nossa Senhora Aparecida e São Francisco de Assis. Uma belíssima celebração presidida pelo nosso Arcebispo Dom José Alberto Moura e com vários padres, inclusive o nosso vigário Padre Alessandro, como co-celebrantes. Após vários meses de reforma, com inúmeras ações com a ajuda de toda comunidade e de benfeitores que abraçaram essa causa, todos puderam presenciar uma grande celebração com todo o rito de dedicação.

Mas, paremos um instante… O que significa dedicação de uma igreja e como é o rito?

Aqui vai a resposta…


Quando a construção de uma igreja, no caso da nossa uma reforma, chega ao fim, a celebração que marca a vida dela tem o nome de “dedicação”, que pode ser traduzida como consagração, sagração ou inauguração. O termo normalmente mais usado é “dedicação”, toda igreja é dedicada por excelência à Santíssima Trindade, à Nosso Senhor Jesus Cristo e seus títulos; ao Espírito Santo, a Santíssima Virgem, aos Santos Anjos, aos santos inscritos no Martirológio Romano. Na dedicação da igreja, o rito é belíssimo e muito rico de significados. Normalmente o bispo daquela diocese é quem faz a dedicação da nova igreja. Ali acontece a aspersão da água benta, as unções do altar e das paredes no edifício, a incensação, a deposição das relíquias no altar, a iluminação e, é claro, o rito da Palavra e da Eucaristia.


Parte por parte, com muito significado, a água aspergida logo no início é um clamor para que todo local seja purificado, lavado por Deus tanto as paredes quanto cada fiel que participar, é um rito penitencial, por isso não há o ato penitencial como de costume. As unções do altar e das paredes ungem aquela mesa que será usada para o sacrifício eucarístico, a unção ainda exala aquele belo e agradável odor que todos somos chamados a exalar, o odor de Cristo (2Cor 2,15). O incenso, a fumaça que sobe aos céus são as nossas orações, nossos pedidos elevados ao Pai. Desde os primeiros séculos, celebravam-se nas catacumbas sobre as relíquias dos mártires, os santos que deram a vida por amor a Jesus Cristo; assim, a deposição das relíquias no altar, hoje não mais exigido que seja de um mártir, nos recorda a doação, a entrega dos santos como resposta ao amor divino. A iluminação: Cristo é a Luz que ilumina, a Luz por excelência que nos tirou da escuridão, por Ele somos iluminados, por Ele também iluminaremos aonde chegarmos, levando a luz que é o Cristo.

Por fim, o rito de dedicação de uma igreja diz muito da nossa fé, é uma celebração que se deve viver com muita piedade e atenção. E cada vez que entrarmos numa igreja, tenhamos o devido respeito, amor por cada espaço daquele local, é um local sagrado, onde Deus manifesta a Sua glória e misericórdia, um local de encontro com o Pai por meio de Jesus Cristo no Espírito Santo, lugar de falar e de ouvir a Deus, lugar de celebrar, de pedir, de dar graças por tantos benefícios vindos do Alto. Naquela igreja ou capela que frequentamos, seremos agraciados por Deus e cheios d’Ele voltemos para casa, para o trabalho, para transbordar o Seu amor.


Agradecemos a Deus e a todos que contribuíram para a reforma de Nossa Igreja. Que a graça de Deus continue a ser derramada sobre cada um de nós

Paz e Bem

Referência: Canção Nova

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Formação



        Por que usamos diferentes cores na liturgia?




Conheça as cores usadas em cada tempo litúrgico da Igreja


A liturgia da Igreja Católica é rica em símbolos e significados, os quais expressam o que se crê e vive no cotidiano do decorrer do Ano Litúrgico. Nesta dinâmica da liturgia, há as cores litúrgicas que diz do mistério celebrado e experienciado na vida cristã.
No número 345 da Introdução Geral do Missal Romano (IGMR), sobre as cores em relação as vestes, diz: “A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir externamente, de modo mais eficaz, por um lado o caráter peculiar dos mistérios da fé que se celebram; por outro, o sentido progressivo da vida cristã ao longo do Ano Litúrgico”. Por meio das cores, a liturgia sagrada da Igreja apresenta uma linguagem própria, que envolve os cristãos no Mistério Pascal de Jesus Cristo.
Com isso, as cores litúrgicas, segundo o uso tradicional, conforme a “IGMR” são seis: verde, branco, vermelho, roxo, preto e rosa. Vejamos a seguir sobre o uso de cada uma delas:

Verde

É a cor usada nos domingos do Tempo Comum e também nos dias da semana. Simboliza a esperança.

Branco

É usado nas “Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor. Além disso, é também usado nas celebrações do Senhor, exceto as da Paixão; nas celebrações da bem-aventurada Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos não Mártires; nas solenidades de Todos os Santos (1º de novembro); de São João Batista (24 de junho) e nas festas de São João Evangelista (27 de dezembro). A cor branca é também usada na celebração da Cadeira de São Pedro (22 de fevereiro) e na conversão de São Paulo (25 de janeiro)” (cf. IGMR, n. 346).
As cores dourada e prateada podem ser usadas nos dias festivos em substituição ao branco.
A cor azul também pode ser usada nas Festas e Solenidades da Santíssima Virgem Maria.

Vermelho

Lembra o fogo do Espírito Santo, por isso é a cor de Pentecostes. Também lembra sangue, e é a cor usada nas Festas dos Santos Mártires, no Domingo da Paixão (Domingo de Ramos) e na Sexta-feira Santa.

Roxo

A cor roxa é usada no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos.

Preto

A cor preta pode ser usada, onde for costume, nas Missas pelos defuntos conforme está na “IGMR”. Esta é uma cor pouco utilizada.

Rosa

O rosa é usado, onde for costume, nos Domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma).
Assim, sobre as vestes e ornamentação é importante observar a tradição no uso das cores litúrgicas, pois os Documentos da Igreja sempre trazem orientações adequadas.
A Instrução Redemptionis Sacramentum, no número 127, ensina que, “a fim de conservar o patrimônio da Igreja, é impróprio estendê-las às inovações, para que assim não se percam os costumes transmitidos e o sentido de que estas normas da tradição não sofram menosprezo, pelo uso de formas e cores de acordo com a inclinação de cada um”. Ou seja, a Igreja proporciona, dentro do contexto litúrgico, as cores próprias para cada tempo e momento; com isso, não cabe decisões pessoais sobre qual cor utilizar na liturgia.
A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium expressa que “é desejo ardente da Mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas, que a própria natureza da liturgia exige e que é, em virtude do seu batismo, um direito e um dever do povo cristão”.

Fonte: Blog Canção Nova

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Neste mundo "órfão" temos uma mãe que nos acompanha e defende!


PAPA: NESTE "MUNDO ÓRFÃO" TEMOS UMA MÃE QUE NOS ACOMPANHA


Ontem, 15 de setembro, a Igreja celebrou o dia de Nossa Senhora das Dores, e o Papa Francisco, durante a homilia na Santa Missa no Vaticano nos convidou através do Evangelho a contemplar o mistério do Calvário e a Crucificação de Nosso Senhor. 

"Neste mundo que sofre a crise da grande orfandade, nós temos uma Mãe que nos acompanha e nos defende": foi o que afirmou o Papa na missa da manhã, presidida na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora das Dores.

O Evangelho do dia (15/09) propõe uma cena no Calvário. Todos os discípulos fugiram, com a exceção de João e algumas mulheres. Aos pés da Cruz, ficou Maria, a Mãe de Jesus.
“Todos olhavam para ela. ‘Aquela é a mãe do delinquente; aquela é a mãe deste subversivo!’, diziam.
"Maria ouvia tudo e sofria uma humilhação terrível. Ouvia também os ‘grandes’, alguns sacerdotes que ela respeitava por serem sacerdotes. ‘Mas tu, que és tão bom, desça!’. Com seu Filho, nu, ali. Maria tinha um sofrimento tão grande, mas não foi embora; não renegou seu Filho! Era a sua carne."
Jesus – afirmou o Papa – prometeu não nos deixar órfãos, e na Cruz nos doou a sua Mãe como nossa Mãe: 
“Nós, cristãos, temos uma Mãe, a mesma de Jesus; temos um Pai, o mesmo de Jesus. Não somos órfãos! E Ela nos dá à luz naquele momento com tanta dor: é realmente um martírio. Com o coração traspassado, aceita dar à luz a todos naquele momento de dor. E a partir daquele momento, Ela se torna a nossa Mãe, a partir daquele momento Ela é nossa Mãe, aquela que cuida de nós e não tem vergonha de nós, nos defende”.
“Em um mundo que podemos chamar “órfão” - concluiu o Papa - neste mundo que sofre com a crise de uma grande orfandade, talvez a nossa ajuda é dizer “Olhe para sua mãe!”. Nós temos uma que nos defende, nos ensina, nos acompanha; que não tem vergonha dos nossos pecados. Não se envergonha, porque Ela é mãe. Que o Espírito Santo, este amigo, este companheiro de viagem, este Paráclito advogado que o Senhor nos enviou, nos faça compreender este mistério tão grande da maternidade de Maria”.

Fonte: Rádio Vaticana 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Santa Teresa de Calcutá

Madre Teresa, freira celebrada por suas obras de caridade com crianças e enfermos na Índia, foi canonizada durante a manhã do último domingo (4) no Vaticano e se tornou a mais nova Santa da Igreja Católica.

“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz”.  Mais do que falar e escrever, Madre Teresa de Calcutá viveu este seu pensamento.
Nascida no dia 27 de agosto de 1910 em Skopje, na Albânia, foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe sobre sua infância, adolescência e juventude, porque ela não gostava de falar de si mesma. Aos dezoito anos, sentiu o chamado de consagrar-se totalmente a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, no dia 29 de setembro de 1928, ingressou na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era o trabalho missionário com os pobres na Índia. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria dissera: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora vivesse cercada de meninas filhas das famílias mais tradicionais de Calcutá, impressionava-se com o que via ao sair às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade – congregação fundada por Madre Teresa – como o “Dia da Inspiração”, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, Madre Teresa deparou com um irmão pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede!”. A partir disso, ela afirmou ter tido a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento, com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua madre superiora, ela saiu de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário nas ruas de Calcutá. Começou por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, aos quais começou a ensinar numa escola improvisada. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
O início foi muito desafiador e exigente, mas Deus foi abençoando sua obra e as vocações começaram a surgir entre suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começou a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e, no dia 7 de outubro de 1950, a congregação fundada por ela foi aprovada pela Santa Sé, expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro anos mais tarde.
No ano de 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebeu em audiência privada e a tornou sua melhor “embaixadora” em todas as nações, fóruns e assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação aos excluídos e abandonados – reconhecida e admirada por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por alguns países submetidos ao marxismo – Madre Teresa foi encontrar-se com o Senhor de sua vida e missão no dia 5 de setembro de 1997. Sua despedida atraiu e comoveu milhares de pessoas de todo o mundo durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Mundial das Missões.
E agora canonizada pelo Papa Francisco no dia 04 de setembro de 2016!
Santa Madre Teresa de Calcutá, Rogai por nós!


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Formação


É VIÁVEL UTILIZAR O CELULAR DENTRO DA IGREJA?


AO USAR O CELULAR É PRECISO COERÊNCIA


Atualmente, é perceptível o grande número de pessoas que usam o celular. Nem é preciso buscar as pesquisas para comprovar isso, basta ver que muitos na rua, no trabalho, nas escolas, nas casas etc. estão com o aparelho nas mãos. Mas, além destes lugares citados, existe um local que nos faz pensar no seu uso: a igreja.
Sabe-se que Igreja, em grego, diz-se ekklesia e significa “os convocados”. Todos nós que somos batizados e cremos em Deus somos convocados pelo Senhor. Juntos, somos a Igreja, onde Cristo é a cabeça e nós o Seu corpo (cf. Catecismo Jovem da Igreja Católica, 121). Porém, refiro-me no texto ao templo físico, por isso escrevo igreja com a letra inicial minúscula.
Numa conversa, espera-se que as pessoas estejam com toda a sua atenção voltada uma para a outra. Na igreja, espera-se que todos estejam voltados para dialogar com Deus, ou seja, que estejam por inteiro nas orações e celebrações.
Alguns pensam que é possível fazer duas coisas ao mesmo tempo, com a mesma atenção, mas essa teoria é questionável. O neurocientista Russell Alan Poldrack, professor da Universidade de Stanford, afirma que o homem não é feito para realizar várias atividades ao mesmo tempo. Assim, cabe a pergunta: consigo usar o celular na igreja e estar por inteiro no diálogo com Deus?

O uso do celular na Missa

Muitos utilizam o celular na Missa. O assunto é complexo, pois há os pontos positivos, que são: auxiliar no canto litúrgico; colaborar na atenção do que está sendo falado pelo leitor; responder as orações eucarísticas corretamente; fazer anotações a respeito da homilia etc. Todavia, também possui pontos negativos, sendo eles: a distração com outros aplicativos e mídias sociais; o incômodo causado à pessoa ao lado com fotos e sons; desatenção na Missa entre outros.
O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil da CNBB diz: “Com a evolução das tecnologias de amplificação de imagem e som, as igrejas são beneficiadas com os aparatos técnicos que contribuem para maior visibilidade, compreensão e participação da Celebração Eucarística. Cuide-se, no entanto, que eles não ocupem o centro da relevância e da atenção em relação à Palavra e ao rito sacramental, e não criem ambiente de dispersão e de distração. Antes, colaborem para que os fiéis participem de forma ativa e reflexiva das celebrações eucarísticas”.
É difícil quem nunca ouviu o celular tocar na Missa ou encontraram pessoas usando-o dentro da igreja. Ora, o celular deve ajudar na participação do fiel e não atrapalhá-lo. Uma catequese, com a finalidade de orientar o fiel a usar o celular de modo adequado e levá-lo a contemplar o mistério pode ser o início da formação para uma nova evangelização.

O celular para oração pessoal

Num ambiente em que se está fora da Missa, o celular pode contribuir na oração pessoal com seus vários aplicativos. Porém, não estamos privados de receber notificações que vão nos desconcentrar no momento de intimidade com Deus. Assim, o celular no modo avião pode ser útil. Se for o caso, é mais recomendável usar o livro impresso para não dispersar a comunicação com Deus.
O Papa Francisco, na Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”.

Discernir para usar

Ressalta-se que a Igreja é lugar de comunhão com Deus e com os irmãos. Nada substitui a presença física da pessoa, sendo que os meios de comunicação devem nos aproximar e não nos distanciar. “O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós”. (Mensagem do Santo Padre Francisco para 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2014).
Portanto, sobre ser viável ou não o uso do celular na Igreja, é o homem que deve ter o discernimento necessário para avaliar os momentos adequados em que ele pode ser usado ou não. Seja como for, o cristão deve dispor das tecnologias para dar a conhecer o amor de Deus, uma vez experimentado por ele.
O Papa Bento XVI, no 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até os confins da terra.”
 VIA: RICARDO CORDEIRO 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Agosto, Mês das Vocações!

AGOSTO MÊS DAS VOCAÇÕES


Neste mês a Igreja celebra as vocações: sacerdotal, diaconal, religiosa, familiar e leiga. É um mês voltado para a reflexão e a oração pelas vocações e os ministérios, de forma a pedir a Deus sacerdotes que sejam verdadeiros pastores e sinais de comunhão e unidade no seio da Igreja.

Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi …”
                                            (Jo 15,16)

Instituído na 19ª Assembléia Geral da CNBB em 1981, o Mês Vocacional tem como objetivos conscientizar as comunidades da responsabilidade que elas compartilham no processo vocacional. Presente na maioria das paróquias, a Pastoral Vocacional tem buscado celebrar este mês com animação e criatividade tendo sempre por fim suscitar novas vocações.
Durante o mês cada domingo é reservado para a reflexão e celebração de uma determinada vocação
Primeiro Domingo – Vocações Sacerdotais – Dia do Padre  
O sacerdote age em nome de Cristo e é seu representante dentro daquela comunidade. Ao padre compete ser pastor e pai espiritual para todos sob sua responsabilidade. Pela caridade pastoral, ele deve buscar ser sinal de unidade e contribuir para a edificação e crescimento da comunidade de forma que ela torne-se cada vez mais atuante e verdadeira na vivência do Evangelho.
Segundo Domingo – Vocação Familiar – Dia dos Pais
Neste  domingo  celebramos a  vocação  da família na pessoa do pai.   Em  tempos de violência e perda de valores, a valorização da família é essencial para a sociedade  como  um  todo. A família  é chamada por  Deus a ser  testemunha  do amor e da fraternidade, colaboradora da obra da Criação.
O Pai na família é fundamental. Seu papel de educador, em colaboração com a mãe, é um dos pilares da unidade e bem estar familiar cujos frutos são filhos bem formados e conscientes do que significa ser cristão e cidadão. O pai é representante legítimo de Deus perante os filhos e é sua missão conduzi-los nos caminhos de Cristo, da verdade, da justiça e da paz. Cabe aos pais que o amor, compaixão e harmonia reinem no lar.
Terceiro Domingo – Vocações Religiosas – Dia da Vida Religiosa
No terceiro domingo do mês vocacional, a Igreja lembra dos religiosos. Homens e mulheres que consagraram suas vidas a Deus e ao próximo. Desta vocação brotam carismas e atuações que enriquecem nossas comunidades com pessoas que buscam viver verdadeiramente seus votos de castidade, obediência e pobreza. São testemunhos vivos do Evangelho.
Perseverantes, os religiosos estão a serviço do Povo de Deus por meio da oração, das missões, da educação e das obras de caridade. Com sua vida consagrada, eles demonstram que a vida evangélica é plenamente possível de ser vivida, mesmo em mundo excessivamente material e consumista. São sinais do amor de Deus e da entrega que o homem é capaz de fazer ao Senhor.
Quarto Domingo – Vocações Leigas – Dia dos Ministérios Leigos
Neste dia celebramos todos os leigos que, entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários. Os leigos atuam como colaboradores dos padres na catequese, na liturgia, nos ministérios de música, nas obras de caridade e nas diversas pastorais existentes.
Ser leigo atuante é ter  consciência do chamado de Deus a participar ativamente da Igreja e do Reino contribuindo para a  caminhada  e  o  crescimento  das comunidades rumo a Pátria Celeste.. Assumir  esta vocação  é doar-se  pelo Evangelho  e  estar junto a Cristo em sua missão de salvação e redenção.
Dia do Catequista
Nos anos em que o mês de agosto possui cinco domingos, a Igreja celebra neste dia o ministério do Catequista. Os catequistas são, por vocação e missão, os grandes promovedores da fé na comunidade cristã preparando crianças, jovens e adultos não só para os sacramentos, mas também para darem testemunho de Cristo e do Evangelho no mundo.
FONTE:

www.catequistalucimar.blogspot.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Santo do Dia



São Domingos de Gusmão, homem de oração



São Domingos não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho

Neste dia lembramos aquele que, ao lado de São Francisco de Assis, marcou o século XIII com sua santidade vivida na mendicância e no total abandono em Deus e desapego material.
São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha em 1170, Espanha, e pertencia à alta linhagem dos Gusmão. O pai, Félix de Gusmão, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe, Joana de Aza, grande esmoler, e com clérigos e monges. Interessante é que antes de Domingos nascer sua mãe sonhou com um cão, que trazia na boca uma tocha acesa de que irradiava grande luz sobre o mundo. Mais do que sonho foi uma profecia, pois Domingos de Gusmão, de estatura mediana, corpo esguio, rosto bonito e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos, não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho, isso depois de se desapegar a tal ponto de si e das coisas, que chegou a vender todos os seus ricos livros, a fim de comprar comida aos famintos.
Homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, São Domingos acolheu o chamado ao sacerdócio e ao ser ordenado (no ano de 1203 em Osma, onde foi nomeado cônego). No ano de 1204, Domingos seguiu para Roma a fim de obter do Papa licença para evangelizar os bárbaros na Germânia.
No entanto, o Papa Inocêncio III orientou-o para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França com suas heresias. Desta forma, Domingos fez do sul da França, o seu principal campo de ação. Quando os hereges depararam com a verdadeira pobreza evangélica de São Domingos de Gusmão, muitos aderiram à Verdade, pois nesta altura já nascia, no ano de 1215 em Tolosa, a primeira casa dos Irmãos Pregadores, também conhecidos como Dominicanos (cães do Senhor) que na mendicância, amor e propagação do Rosário da Virgem Maria, rígida formação teológica e apologética, levavam em comunidade a Véritas, ou seja, a verdade libertadora.
São Domingos de Gusmão entrou no Céu com 51 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1234.
São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Formação


Liturgia: a alma da Igreja

A Liturgia leva os cristãos a uma maior aproximação de Deus “
A Liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo é a fonte de onde emana toda a sua força. Pois os trabalhos apostólicos se ordenam a isto: que todos, feitos pela fé e pelo Batismo filhos de Deus, juntos se reúnam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem do sacrifício e comam a ceia do Senhor.” (SC 10)
Quando ouvimos falar em Liturgia, normalmente nos lembramos de normas de celebrações; manuseio de objetos sagrados; coisas ligadas à sacristia. Mas, com certeza, estas são idéias falsas, pois Liturgia é algo muito mais profundo: é a alma da Igreja.
A palavra deriva de dois vocábulos gregos: LEITON= povo e ERGON= ação, serviço dedicado. Na Sagrada Escritura, a palavra aparece pela primeira vez na tradução grega (LXX) , onde o culto e todos os ritos da Lei de Moisés são assim chamados. No Novo Testamento,é principalmente nos escritos de Paulo que encontramos o termo, tendo três sentidos diferentes: um profano, quando designa qualquer serviço pessoal ou coletivo; um cúltico designando rituais de celebração e um vivencial, quando se refere ao culto a Deus. Na Didaquè, a palavra vai designar a ação de Cristo. O culto prestado por Cristo ao Pai.
Na primeira constituição disciplinar promulgada pelo Concílio Vaticano II, que trata da reforma e do incremento da Liturgia, temos: “Toda celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote, e de Seu Corpo, que é a Igreja, é uma ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja. (SC 7)”.
São duas as dimensões litúrgicas: glorificação de Deus e santificação do homem. Uma completa a outra, uma é conseqüência da outra. Enquanto glorificamos a Deus nos santificamos. A Liturgia deve sempre nos levar a uma maior aproximação com Deus, o que sempre nos levará a uma atitude de conversão. Sendo rica em símbolos, todos se referem à realidade de Jesus Cristo e do Reino de Deus. Toda esta rica simbologia está impregnada do Espírito de Jesus Ressuscitado, para que esta celebração da manifestação misericordiosa de Deus para com seu povo, seja uma ação orante que atinge o coração , provocando uma verdadeira relação de amor com Deus que veio fazer aliança conosco. Tudo deverá nos levar sempre a sentimentos de mudança, de renovação. Não podemos jamais, sair de uma celebração do mesmo modo com entramos. Ela sempre deverá nos levar a uma vida nova em Cristo.
Sendo a Liturgia ação de Deus e de seu povo, ela não pode nunca ser ação de algumas pessoas ou de um determinado grupo ou movimento. Quem celebra é sempre o povo de Deus, o Corpo de Cristo, uma comunidade reunida por Cristo e em Cristo na unidade do Espírito Santo. Não se trata aqui de um povo qualquer, mas de um povo formado por pessoas que acolhendo o convite de Deus pela escuta da Palavra se reúne em assembléia para celebrar.
Liturgia não é só celebração da missa dominical. Nela estão entendidas todas as formas que a Igreja tem para celebrar o mistério cristão, todas as formas rituais que permitem vivenciar e experimentar a íntima comunhão com Deus e com os irmãos. – (doc 43 CNBB) Para isto é de grande importância a participação ativa dos fiéis. E para promover esta ativa participação, devem-se “incentivar as aclamações do povo, as respostas, as salmodias, as antífonas e os cânticos, bem como as ações e gestos e o porte do corpo. A seu tempo seja também guardado o silêncio sagrado. “ (SC 30)
“Na Liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos.” (SC 8 – Fl 3,20)
Ceoliles Gaio
Formada em Teologia pela Arquidiocese de Brasília – DF
Disponível em: http://formacao.cancaonova.com/liturgia/catequese-liturgica/liturgia-a-alma-da-igreja/

terça-feira, 19 de julho de 2016

JMJ: Conheça um pouco da história


No próximo dia 26 de julho inicia o maior evento mundial da juventude católica.... A Jornada Mundial da Juventude faz um grande encontro de jovens católicos com o Papa. Esse ano acontecerá na Polônia. Você conhece a história das jornadas? Não! Então leia um pouco sobre a JMJ



2013 - Brasil, Rio de Janeiro - Papa Francisco

TEMA: Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28,19)

O Papa Francisco reuniu os jovens em “seu” continente. Eles chegaram a um país cheio de contrastes. Um país onde um carnaval barulhento ocorre em lugares de miséria, e cidadãos que formam a maior nação católica do mundo lutam todos os dias contra uma lei hostil à proteção da vida. Assumindo o tema missionário do encontro, o “Dias nas Dioceses” se tornou a “Semana Missionária”. Em seus ensinos, o Santo Padre lembrou aos jovens que eles não podem se tornar missionários sem primeiro serem discípulos de Cristo. Na história da edição, ficarão marcados os testemunhos da aceitação generosa dos peregrinos pelos moradores da cidade, em especial de residentes das comunidades mais pobres; assim como a visão da Praia de Copacabana, que ficou lotada de jovens até a beira do oceano. Foi nessa mesma praia que Francisco encorajou a juventude: “Ide, sem medo, para servir!” – e convidou a todos para a próxima edição em Cracóvia. 

HINO: Esperança do Amanhecer

A Jornada Mundial da Juventude no Rio foi a primeira participação do Papa Francisco, e sua primeira viagem internacional como pontífice.

2011 - Madrid, Espanha - Papa Bento XVI

TEMA: Arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé (Col 2,7)

Durante a Jornada Mundial da Juventude, uma onda de protestos varreu a capital espanhola; ilustrando não somente as dificuldades sociais e econômicas, mas também a crise de fé do Velho Continente. Em resposta, durante a missa de abertura, o Cardeal Stanislaw Rylko insistiu que os jovens peregrinos são chamados a dar, à Europa perdida, um testemunho “de fé, que é possível”. Papa Bento XVI também encorajou os jovens a lutar pela fé contra as ameaças do mundo moderno. “Então não guardem Cristo para vocês! Comuniquem a alegria de vossa fé aos outros!”, disse ele na missa no aeródromo em Cuatro Vientos. No mesmo aeródromo, uma violenta tempestade caiu na Vigília de sábado, mas que não conseguiu diminuir o entusiasmo dos peregrinos que rezaram e se alegraram, até que a chuva e vento pararam pouco antes do início da adoração ao Santíssimo Sacramento, com a presença do Papa Bento XVI.

HINO: Firmes en la Fe

No final da JMJ de Madri o encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal reuniu cerca de 200 mil pessoas. Durante o encontro, Kiko Arguelo disse aos jovens: “se algum de vocês, irmãos e irmãs, sentirem que Deus te chama a dar sua vida a Cristo, levante-se”. Então, cerca de cinco mil rapazes e três mil garotas levantaram-se e aproximaram-se dos bispos para uma bênção ao caminho para suas vocações.

2008, Sydney, Austrália - Papa Bento XVI

TEMA: Recebereis a força do Espírito Santo,
que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas (At 1,8)

A “Jornada Mundial da Juventude dos antípodas”, no extremo oposto do centro do mundo ocidental, foi um desafio aos organizadores. Não somente por causa da grande distância que os peregrinos tiveram que percorrer, mas porque foi realizada em um país onde apenas 26% da população se identificam como católica. Cerca de um quarto deles são aborígenes, habitantes nativos da Austrália, que vivem à margem da sociedade australiana. Durante a celebração da JMJ, sua presença foi constantemente destacada. Eles saudaram os peregrinos e o Santo Padre com a tradicional procissão sobre a água. O papa também os mencionou em seus discursos. Embora a JMJ de Sidney tenha acabado por ser uma das menores da história das Jornadas, resultou em um grande avivamento para a igreja local. Foi percebido o convite do Papa Bento XVI aos jovens, para se tornarem os "profetas de uma nova era" e também para aspirar à santidade: "Graças à ação do Espírito, possam os jovens aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude ter a coragem de se tornar santos! Isto é o que o mundo precisa, mais do que qualquer outra coisa".

HINO: Receive the Power

O formato moderno e multimídia da JMJ, com um total envolvimento nas redes sociais, como canal no Youtube e página no Facebook, começou em Sidney.

2005, Colônia, Alemanha - Papa Bento XVI

TEMA: Viemos adorá-lo (Mt 2,2)

Ela foi convocada pelo Papa João Paulo II e presidida depois pelo Papa Bento XVI, assim chamada “a primeira JMJ de dois papas” pelo Cardeal Joachim Meisner. Após a morte de João Paulo II, muitos se perguntaram se a juventude ouviria o próximo sucessor de São Pedro com igual carinho, e como o papa se abriria ao diálogo com ela. No entanto, jovens de 197 países vieram à Colônia. Lá, além da participação nos eventos "tradicionais" da JMJ, os jovens fizeram uma peregrinação à Catedral, em que as relíquias dos Três Reis Magos estão guardadas. Foi também onde o Papa Bento XVI, inspirado pelo tema do encontro, deu aos peregrinos um presente que ainda hoje permanece nas JMJ: a adoração ao Santíssimo Sacramento na Vigília de sábado.

HINO: Venimus adorare eum

Apesar de ser a primeira JMJ sem a presença física de João Paulo II, ele estava presente não só na mente dos peregrinos, mas também na forma de um grande retrato exposto em frente à Catedral de Colônia. Este retrato foi feito de centenas de milhares de imagens de jovens de todo o mundo.

2002, Toronto, Canadá - Papa João Paulo II

TEMA: Vós sois o sal da terra...
Vós sois a luz do mundo (Mt 5, 13-14)

A edição no Canadá aconteceu sob a sombra dos ataques aos prédios do World Trade Center, localizado há apenas 550 km, em Nova Iorque. Seis meses depois dos ataques, os jovens levaram ao local da tragédia a Cruz da JMJ, que pela primeira vez cruzou todas as dioceses canadenses, preparando o país para a Jornada. Também houve inovações: pela primeira vez o nome “Festival da Juventude” foi utilizado. E para os peregrinos e moradores de Toronto uma experiência inesquecível foi também o mistério da Via-Sacra, organizado nas ruas de um dos bairros comerciais. O Santo Padre não só explicou aos peregrinos a profundidade das bênçãos evangélicas, mas também, ao final do encontro, passou a tarefa: "Vocês são a nossa esperança. Os jovens são a nossa esperança. Não deixem que essa esperança morra! Apostem suas vidas Nele! Nós não somos a soma de nossas fraquezas e fracassos; nós somos a soma do amor do Pai por nós e nossa real capacidade de tornar-se a imagem de seu Filho".

HINO: Light of the World

Esta edição fica na memória de muitos jovens como a última presidida por João Paulo II.

2000, Roma, Itália - Papa João Paulo II

TEMA: E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós (Jo 1, 38-39)

Quando a Igreja celebrou o Grande Jubileu do Ano 2000, o papa convidou os jovens à Roma e escolheu como o tema, como explicou, “a frase com que o apóstolo João descreve o profundo mistério de Deus feito homem: ‘O Verbo se fez carne, e habitou entre nós’”. Ele falou para o público: "Queridos amigos, no alvorecer do terceiro milênio eu vejo em vocês os ‘sentinelas da manhã’", e lembrou-lhes que é impossível ser uma testemunha da fé, sem ter raízes nela. Portanto, no limiar do novo milênio, os participantes da JMJ viajaram por Roma seguindo os passos dos primeiros cristãos: eles fizeram peregrinações ao túmulo de São Pedro, confessaram sua fé no Circo Máximo, onde os cristãos dos primeiros séculos morreram por causa da fé, e se reuniram em frente da Basílica Lateranense, o primeiro templo cristão, para ouvir o testemunho pessoal de fé, feito pelo papa.

HINO: Emmanuel

Durante esta JMJ, pela primeira vez os peregrinos tiveram a companhia do ícone da Santa Mãe de Deus “Salus Populi Romani”, reverenciado em Roma por mais de 15 séculos. Também foi no ano 2000, que uma catequese no caminho foi dada pela primeira vez.

1997, Paris, França - Papa João Paulo II

TEMA: Mestre, onde moras?
Vinde e vereis (Jo 1,38-39)

Apesar de somente um ano antes da celebração do Jubileu de 1500 anos do batismo da França, foi um símbolo da crise de fé na Europa. A preparação do encontro da juventude foi acompanhada pelo eco de uma questão dramática, a qual o Papa João Paulo II perguntou em Paris, em 1985: “França, filha mais velha da Igreja, o que você têm feito com seu batismo?”. Organizadores temiam que poucos jovens respondessem ao convite do papa para a JMJ. No entanto, os Atos Centrais reuniram quase três vezes mais peregrinos do que o esperado. A visão dos jovens lotando o Hipódromo de Longchamp e os 36 quilômetros de uma “corrente de jovens”, que envolveu Paris, foram testemunhos de fé que marcaram a história. Além disso, o encontro de Paris trouxe algumas novidades que são importantes partes da JMJ hoje: o Dia nas Dioceses – iniciada com o objetivo dos peregrinos compartilharem sua fé por todo o país; o serviço voluntário da juventude – para não cair na tentação de “profissionalizar” demais o evento; e a programação pastoral-cultural, hoje chamada de Festival da Juventude, que permite a promoção de muitos talentos, espirituais e artísticos, da juventude do mundo.

HINO: Maître et Seigneur, venu chez nous

Durante o encontro do Papa com a juventude em Paris, em 1997, mais de meio milhão de jovens deram-se as mãos, criando a chamada “corrente de fraternidade”, envolvendo a capital da França.

1995, Manila, Filipinas - Papa João Paulo II

TEMA:Tal como o Pai me enviou, eu vos envio (Jo 20, 21)

Desta vez, a JMJ foi parte da visita papal para o maior e menos evangelizado continente. Para o lugar de encontro com os jovens, o papa escolheu as Filipinas, o único país católico da Ásia. Este país luta todos os dias contra a grande pobreza e os muitos problemas sociais. Entre outros momentos guardados na memória dos participantes está a cerimônia de boas-vindas para o Papa, quando a juventude perguntou-lhe quatro questões: “O que você espera de nós, anunciando a JMJ?”, “Por que você nos pediu para atravessar o mundo inteiro?”, “Será que temos cumprido suas expectativas?” e “O que mais devemos fazer?”. O Papa João Paulo II não só respondeu, mas entrou em um diálogo espontâneo com os jovens, intercalado com cânticos, que continuou na noite seguinte. E, durante a Missa de Missão, ele assegurou-lhes: “Como Jesus vos envia? (...) Ele dá-lhes, em vez disso, graça e verdade. Ele vos envia com a mensagem poderosa de seu mistério pascal, com a verdade da Cruz e da Ressurreição. Isso é tudo o que ele lhes dá, e isso é tudo que você precisa".

HINO:Tell the Word of His love

Esta foi a maior JMJ em número de participantes, com mais de quatro milhões de peregrinos.

1993, Denver, USA - Papa João Paulo II

TEMA: Eu vim para que tenham vida,
e a tenham em abundância (Jo 10,10)

Durante uma época em que muitos jovens de todo o mundo sonhavam sobre o "sonho americano" e ter uma vida próspera, o papa convidou-os para uma cidade no centro dos Estados Unidos. Para os jovens da politicamente instável Europa, a nação parecia o "Estado ideal". Lá, João Paulo II recordou aos peregrinos que a fonte de uma vida feliz é a fidelidade a Jesus, ao invés de bens materiais. Ele ressaltou os atuais problemas do mundo, que em anos anteriores tinha sofrido profundas mudanças políticas e sociais. O resultado deste encontro foi, entre outras coisas, o início do Movimento dos Corações Puros, proclamando que o “Verdadeiro Amor Espera", e a inclusão da Via-Sacra na programação oficial da JMJ. Os peregrinos voltaram para seus países de origem inspirados pelas palavras do Papa: "Não tenham medo de sair nas ruas e em locais públicos, como os primeiros apóstolos que pregavam Cristo e a Boa Nova da salvação nas praças das metrópoles, cidades e aldeias. Não é o momento para se envergonhar do Evangelho. É o momento de o anunciar sobre os telhados”.

HINO: One Body

Foi em Denver que a grande Via Sacra da Juventude aconteceu pela primeira vez nas ruas da cidade. Ali se estabelecia uma nova tradição da JMJ.

1991, Czestochowa, Polônia - Papa João Paulo II


TEMA: Vós recebestes um Espírito de filhos (Rom 8,15)

Esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude em um local da Europa que havia sido libertado do comunismo. Para o Santo Padre, o encontro com a juventude era uma parte de sua quarta peregrinação à sua terra natal, a Polônia. Para muitos jovens peregrinos, o ponto culminante do evento foi a peregrinação a pé para Jasna Góra, que faz parte de uma tradição polonesa que remonta ao século XVII. Foi um sinal de mudança política o fato de cerca de 100 mil pessoas da Europa Oriental fossem capazes de ir "para o Ocidente" pela primeira vez e participar da JMJ. Por isso, olhando para os peregrinos reunidos aos pés do Santuário de Nossa Senhora, Rainha da Polônia, João Paulo II disse: “Por fim, a Igreja na Europa pode respirar livremente ambos os pulmões”. Na mensagem para este encontro, o Papa explicou que ele escolheu Jasna Góra, porque, aos pés da Mãe de Jesus, os jovens são capazes de experimentar o que uma “filiação” é e, no final da JMJ, em sua presença, ele anunciou um ato de consagrar a juventude de todo o mundo para a Mãe de Deus.

HINO: Abba Ojcze

O hino oficial desta edição, “Abba Pai”, tornou-se uma música popular entoada por sucessivas gerações de fiéis ao redor do mundo.


1989, Santiago de Compostela, Espanha - Papa João Paulo II

TEMA Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (J14,6)

Quando a Europa estava passando por transformações políticas e seus habitantes foram confrontados com perguntas sobre o seu futuro e identidade, João Paulo II levou a juventude de todo o mundo para a mais antiga rota de peregrinação europeia. Ele disse aos peregrinos: “No túmulo de São Tiago, queremos aprender que a nossa fé tem fundamentos históricos; não é algo vago e transitório”. Um dos fatos simbólicos da edição foi a decisão espontânea dos jovens, durante a missa de domingo, para recolher dinheiro para ajudar as pessoas da Bolívia, Índia e Tanzânia.

HINO: Somos los jóvenes del 2000

O Papa, com cajado de peregrino e chapéu, percorreu a última parte do Caminho de Santiago a pé.


1987, Buenos Aires, Argentina - Papa João Paulo II

TEMA: Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós 
e confiamos nesse amor (1 Jo 4, 16)

A segunda Jornada Mundial da Juventude também foi a primeira realizada fora da Itália e fora da Europa. O Papa João Paulo II escolheu Argentina lutando com as consequências do regime sangrento da ditadura militar e da teologia da libertação, e muitos elementos deste encontro foram explicações simbólicas da essência da Jornada Mundial da Juventude. Primeiro de tudo, era o momento. Apesar de o encontro em Buenos Aires ser o último a ser realizada no Domingo de Ramos, foi um lembrete de que o plano papal é convidar os jovens a explorar o Mistério da Redenção. Em segundo lugar, a definição de juventude. Explicando o tema do encontro, o Papa disse: “Naquelas palavras ressoa o testemunho pungente do que nos referimos como a juventude cristã de espírito, que é a constante preservação da fidelidade ao amor de Deus. A união com Deus nos permite todos os dias crescer nesta juventude”. Em terceiro lugar, foi a fórmula. A edição em Buenos Aires foi inteiramente baseada em um diálogo entre o Papa e os jovens.

HINO: Un nuevo sol

O discurso do papa foi baseado em 21 questões propostas pela juventude, e as celebrações foram acompanhadas de numerosas performances, em que os jovens expressaram dificuldades, preocupações e esperanças da vida cotidiana.

1986, Roma, Itália - Papa João Paulo II

TEMA: Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.

(1Pd 3, 15 – mensagem do Santo Padre João Paulo II aos jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude)

Embora o primeiro encontro tivesse uma dimensão diocesana, esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude “contabilizada”. Em sua homilia, o Papa João Paulo II explicou aos jovens o que, de acordo com o seu plano, deve ser a Jornada Mundial da Juventude, tanto na dimensão diocesana como internacional. Ele disse: "Hoje vocês estão aqui de novo, queridos amigos, para começar, em Roma, na Praça de São Pedro, a tradição da Jornada Mundial da Juventude, a celebração a que toda a Igreja é convidada. (...) A Jornada Mundial da Juventude significa apenas isso, ir ao encontro de Deus, que entrou para a história do homem por meio do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Ele entrou de uma forma que não pode ser desfeita. E ele deseja conhecê-lo acima de tudo”.

Foi neste ano que o caminho das JMJ começou oficialmente.

CRIAÇÃO DA JMJ

A criação da Jornada Mundial da Juventude foi outro exemplo da preocupação de João Paulo II em relação aos jovens, expressada desde os primeiros momentos de seu pontificado. Assim como durante o início de seu pontificado, ele disse aos jovens: "Vocês são o futuro do mundo, vós sois a esperança da Igreja, vocês são a minha esperança”. Quando, em 13 de março de 1983, ele abriu o Centro de Jovens de San Lorenzo, no Vaticano, e duas semanas mais tarde, inaugurou o Extraordinário Ano Santo do Jubileu da Redenção, ele aceitou dos jovens do Centro a cruz de madeira que se tornou um símbolo do Ano Santo. No final das celebrações do Domingo de Ramos, 22 de abril de 1984, ele pediu aos jovens para carregar esta cruz por todo o mundo como um sinal da redenção e do testemunho de sua fé. A juventude assumiu este pedido. Além disso, ela respondeu ao convite do Papa, que os chamou a Roma, em 1985, para um encontro, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, instituído pela Organização das Nações Unidas. Entre outros fatores, estes eventos inspiraram o Santo Padre a se envolver em encontros regulares com os jovens. Ele explicou a sua importância para os funcionários da Cúria Romana durante a véspera de Natal: “Todos os jovens devem sentir o cuidado que a Igreja tem para com eles. Portanto, toda a Igreja, em união com o sucessor de Pedro, deve ser cada vez mais engajada em um nível global aos cuidados com a juventude, em resposta às suas ansiedades e preocupações e as suas receptividade e esperanças. Temos de tentar corresponder às suas expectativas, e nós devemos comunicar a certeza de que é Cristo, a Verdade que é Cristo, e o amor que é Cristo. E nesta preocupação privilegiada, que a Igreja dirige em direção a eles, os jovens precisam encontrar uma prova de que eles importam muito, porque eles valem muito a pena. A sua vida é valiosa para a Igreja”.

Texto retirado de: http://www.krakow2016.com/