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terça-feira, 19 de julho de 2016

JMJ: Conheça um pouco da história


No próximo dia 26 de julho inicia o maior evento mundial da juventude católica.... A Jornada Mundial da Juventude faz um grande encontro de jovens católicos com o Papa. Esse ano acontecerá na Polônia. Você conhece a história das jornadas? Não! Então leia um pouco sobre a JMJ



2013 - Brasil, Rio de Janeiro - Papa Francisco

TEMA: Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28,19)

O Papa Francisco reuniu os jovens em “seu” continente. Eles chegaram a um país cheio de contrastes. Um país onde um carnaval barulhento ocorre em lugares de miséria, e cidadãos que formam a maior nação católica do mundo lutam todos os dias contra uma lei hostil à proteção da vida. Assumindo o tema missionário do encontro, o “Dias nas Dioceses” se tornou a “Semana Missionária”. Em seus ensinos, o Santo Padre lembrou aos jovens que eles não podem se tornar missionários sem primeiro serem discípulos de Cristo. Na história da edição, ficarão marcados os testemunhos da aceitação generosa dos peregrinos pelos moradores da cidade, em especial de residentes das comunidades mais pobres; assim como a visão da Praia de Copacabana, que ficou lotada de jovens até a beira do oceano. Foi nessa mesma praia que Francisco encorajou a juventude: “Ide, sem medo, para servir!” – e convidou a todos para a próxima edição em Cracóvia. 

HINO: Esperança do Amanhecer

A Jornada Mundial da Juventude no Rio foi a primeira participação do Papa Francisco, e sua primeira viagem internacional como pontífice.

2011 - Madrid, Espanha - Papa Bento XVI

TEMA: Arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé (Col 2,7)

Durante a Jornada Mundial da Juventude, uma onda de protestos varreu a capital espanhola; ilustrando não somente as dificuldades sociais e econômicas, mas também a crise de fé do Velho Continente. Em resposta, durante a missa de abertura, o Cardeal Stanislaw Rylko insistiu que os jovens peregrinos são chamados a dar, à Europa perdida, um testemunho “de fé, que é possível”. Papa Bento XVI também encorajou os jovens a lutar pela fé contra as ameaças do mundo moderno. “Então não guardem Cristo para vocês! Comuniquem a alegria de vossa fé aos outros!”, disse ele na missa no aeródromo em Cuatro Vientos. No mesmo aeródromo, uma violenta tempestade caiu na Vigília de sábado, mas que não conseguiu diminuir o entusiasmo dos peregrinos que rezaram e se alegraram, até que a chuva e vento pararam pouco antes do início da adoração ao Santíssimo Sacramento, com a presença do Papa Bento XVI.

HINO: Firmes en la Fe

No final da JMJ de Madri o encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal reuniu cerca de 200 mil pessoas. Durante o encontro, Kiko Arguelo disse aos jovens: “se algum de vocês, irmãos e irmãs, sentirem que Deus te chama a dar sua vida a Cristo, levante-se”. Então, cerca de cinco mil rapazes e três mil garotas levantaram-se e aproximaram-se dos bispos para uma bênção ao caminho para suas vocações.

2008, Sydney, Austrália - Papa Bento XVI

TEMA: Recebereis a força do Espírito Santo,
que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas (At 1,8)

A “Jornada Mundial da Juventude dos antípodas”, no extremo oposto do centro do mundo ocidental, foi um desafio aos organizadores. Não somente por causa da grande distância que os peregrinos tiveram que percorrer, mas porque foi realizada em um país onde apenas 26% da população se identificam como católica. Cerca de um quarto deles são aborígenes, habitantes nativos da Austrália, que vivem à margem da sociedade australiana. Durante a celebração da JMJ, sua presença foi constantemente destacada. Eles saudaram os peregrinos e o Santo Padre com a tradicional procissão sobre a água. O papa também os mencionou em seus discursos. Embora a JMJ de Sidney tenha acabado por ser uma das menores da história das Jornadas, resultou em um grande avivamento para a igreja local. Foi percebido o convite do Papa Bento XVI aos jovens, para se tornarem os "profetas de uma nova era" e também para aspirar à santidade: "Graças à ação do Espírito, possam os jovens aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude ter a coragem de se tornar santos! Isto é o que o mundo precisa, mais do que qualquer outra coisa".

HINO: Receive the Power

O formato moderno e multimídia da JMJ, com um total envolvimento nas redes sociais, como canal no Youtube e página no Facebook, começou em Sidney.

2005, Colônia, Alemanha - Papa Bento XVI

TEMA: Viemos adorá-lo (Mt 2,2)

Ela foi convocada pelo Papa João Paulo II e presidida depois pelo Papa Bento XVI, assim chamada “a primeira JMJ de dois papas” pelo Cardeal Joachim Meisner. Após a morte de João Paulo II, muitos se perguntaram se a juventude ouviria o próximo sucessor de São Pedro com igual carinho, e como o papa se abriria ao diálogo com ela. No entanto, jovens de 197 países vieram à Colônia. Lá, além da participação nos eventos "tradicionais" da JMJ, os jovens fizeram uma peregrinação à Catedral, em que as relíquias dos Três Reis Magos estão guardadas. Foi também onde o Papa Bento XVI, inspirado pelo tema do encontro, deu aos peregrinos um presente que ainda hoje permanece nas JMJ: a adoração ao Santíssimo Sacramento na Vigília de sábado.

HINO: Venimus adorare eum

Apesar de ser a primeira JMJ sem a presença física de João Paulo II, ele estava presente não só na mente dos peregrinos, mas também na forma de um grande retrato exposto em frente à Catedral de Colônia. Este retrato foi feito de centenas de milhares de imagens de jovens de todo o mundo.

2002, Toronto, Canadá - Papa João Paulo II

TEMA: Vós sois o sal da terra...
Vós sois a luz do mundo (Mt 5, 13-14)

A edição no Canadá aconteceu sob a sombra dos ataques aos prédios do World Trade Center, localizado há apenas 550 km, em Nova Iorque. Seis meses depois dos ataques, os jovens levaram ao local da tragédia a Cruz da JMJ, que pela primeira vez cruzou todas as dioceses canadenses, preparando o país para a Jornada. Também houve inovações: pela primeira vez o nome “Festival da Juventude” foi utilizado. E para os peregrinos e moradores de Toronto uma experiência inesquecível foi também o mistério da Via-Sacra, organizado nas ruas de um dos bairros comerciais. O Santo Padre não só explicou aos peregrinos a profundidade das bênçãos evangélicas, mas também, ao final do encontro, passou a tarefa: "Vocês são a nossa esperança. Os jovens são a nossa esperança. Não deixem que essa esperança morra! Apostem suas vidas Nele! Nós não somos a soma de nossas fraquezas e fracassos; nós somos a soma do amor do Pai por nós e nossa real capacidade de tornar-se a imagem de seu Filho".

HINO: Light of the World

Esta edição fica na memória de muitos jovens como a última presidida por João Paulo II.

2000, Roma, Itália - Papa João Paulo II

TEMA: E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós (Jo 1, 38-39)

Quando a Igreja celebrou o Grande Jubileu do Ano 2000, o papa convidou os jovens à Roma e escolheu como o tema, como explicou, “a frase com que o apóstolo João descreve o profundo mistério de Deus feito homem: ‘O Verbo se fez carne, e habitou entre nós’”. Ele falou para o público: "Queridos amigos, no alvorecer do terceiro milênio eu vejo em vocês os ‘sentinelas da manhã’", e lembrou-lhes que é impossível ser uma testemunha da fé, sem ter raízes nela. Portanto, no limiar do novo milênio, os participantes da JMJ viajaram por Roma seguindo os passos dos primeiros cristãos: eles fizeram peregrinações ao túmulo de São Pedro, confessaram sua fé no Circo Máximo, onde os cristãos dos primeiros séculos morreram por causa da fé, e se reuniram em frente da Basílica Lateranense, o primeiro templo cristão, para ouvir o testemunho pessoal de fé, feito pelo papa.

HINO: Emmanuel

Durante esta JMJ, pela primeira vez os peregrinos tiveram a companhia do ícone da Santa Mãe de Deus “Salus Populi Romani”, reverenciado em Roma por mais de 15 séculos. Também foi no ano 2000, que uma catequese no caminho foi dada pela primeira vez.

1997, Paris, França - Papa João Paulo II

TEMA: Mestre, onde moras?
Vinde e vereis (Jo 1,38-39)

Apesar de somente um ano antes da celebração do Jubileu de 1500 anos do batismo da França, foi um símbolo da crise de fé na Europa. A preparação do encontro da juventude foi acompanhada pelo eco de uma questão dramática, a qual o Papa João Paulo II perguntou em Paris, em 1985: “França, filha mais velha da Igreja, o que você têm feito com seu batismo?”. Organizadores temiam que poucos jovens respondessem ao convite do papa para a JMJ. No entanto, os Atos Centrais reuniram quase três vezes mais peregrinos do que o esperado. A visão dos jovens lotando o Hipódromo de Longchamp e os 36 quilômetros de uma “corrente de jovens”, que envolveu Paris, foram testemunhos de fé que marcaram a história. Além disso, o encontro de Paris trouxe algumas novidades que são importantes partes da JMJ hoje: o Dia nas Dioceses – iniciada com o objetivo dos peregrinos compartilharem sua fé por todo o país; o serviço voluntário da juventude – para não cair na tentação de “profissionalizar” demais o evento; e a programação pastoral-cultural, hoje chamada de Festival da Juventude, que permite a promoção de muitos talentos, espirituais e artísticos, da juventude do mundo.

HINO: Maître et Seigneur, venu chez nous

Durante o encontro do Papa com a juventude em Paris, em 1997, mais de meio milhão de jovens deram-se as mãos, criando a chamada “corrente de fraternidade”, envolvendo a capital da França.

1995, Manila, Filipinas - Papa João Paulo II

TEMA:Tal como o Pai me enviou, eu vos envio (Jo 20, 21)

Desta vez, a JMJ foi parte da visita papal para o maior e menos evangelizado continente. Para o lugar de encontro com os jovens, o papa escolheu as Filipinas, o único país católico da Ásia. Este país luta todos os dias contra a grande pobreza e os muitos problemas sociais. Entre outros momentos guardados na memória dos participantes está a cerimônia de boas-vindas para o Papa, quando a juventude perguntou-lhe quatro questões: “O que você espera de nós, anunciando a JMJ?”, “Por que você nos pediu para atravessar o mundo inteiro?”, “Será que temos cumprido suas expectativas?” e “O que mais devemos fazer?”. O Papa João Paulo II não só respondeu, mas entrou em um diálogo espontâneo com os jovens, intercalado com cânticos, que continuou na noite seguinte. E, durante a Missa de Missão, ele assegurou-lhes: “Como Jesus vos envia? (...) Ele dá-lhes, em vez disso, graça e verdade. Ele vos envia com a mensagem poderosa de seu mistério pascal, com a verdade da Cruz e da Ressurreição. Isso é tudo o que ele lhes dá, e isso é tudo que você precisa".

HINO:Tell the Word of His love

Esta foi a maior JMJ em número de participantes, com mais de quatro milhões de peregrinos.

1993, Denver, USA - Papa João Paulo II

TEMA: Eu vim para que tenham vida,
e a tenham em abundância (Jo 10,10)

Durante uma época em que muitos jovens de todo o mundo sonhavam sobre o "sonho americano" e ter uma vida próspera, o papa convidou-os para uma cidade no centro dos Estados Unidos. Para os jovens da politicamente instável Europa, a nação parecia o "Estado ideal". Lá, João Paulo II recordou aos peregrinos que a fonte de uma vida feliz é a fidelidade a Jesus, ao invés de bens materiais. Ele ressaltou os atuais problemas do mundo, que em anos anteriores tinha sofrido profundas mudanças políticas e sociais. O resultado deste encontro foi, entre outras coisas, o início do Movimento dos Corações Puros, proclamando que o “Verdadeiro Amor Espera", e a inclusão da Via-Sacra na programação oficial da JMJ. Os peregrinos voltaram para seus países de origem inspirados pelas palavras do Papa: "Não tenham medo de sair nas ruas e em locais públicos, como os primeiros apóstolos que pregavam Cristo e a Boa Nova da salvação nas praças das metrópoles, cidades e aldeias. Não é o momento para se envergonhar do Evangelho. É o momento de o anunciar sobre os telhados”.

HINO: One Body

Foi em Denver que a grande Via Sacra da Juventude aconteceu pela primeira vez nas ruas da cidade. Ali se estabelecia uma nova tradição da JMJ.

1991, Czestochowa, Polônia - Papa João Paulo II


TEMA: Vós recebestes um Espírito de filhos (Rom 8,15)

Esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude em um local da Europa que havia sido libertado do comunismo. Para o Santo Padre, o encontro com a juventude era uma parte de sua quarta peregrinação à sua terra natal, a Polônia. Para muitos jovens peregrinos, o ponto culminante do evento foi a peregrinação a pé para Jasna Góra, que faz parte de uma tradição polonesa que remonta ao século XVII. Foi um sinal de mudança política o fato de cerca de 100 mil pessoas da Europa Oriental fossem capazes de ir "para o Ocidente" pela primeira vez e participar da JMJ. Por isso, olhando para os peregrinos reunidos aos pés do Santuário de Nossa Senhora, Rainha da Polônia, João Paulo II disse: “Por fim, a Igreja na Europa pode respirar livremente ambos os pulmões”. Na mensagem para este encontro, o Papa explicou que ele escolheu Jasna Góra, porque, aos pés da Mãe de Jesus, os jovens são capazes de experimentar o que uma “filiação” é e, no final da JMJ, em sua presença, ele anunciou um ato de consagrar a juventude de todo o mundo para a Mãe de Deus.

HINO: Abba Ojcze

O hino oficial desta edição, “Abba Pai”, tornou-se uma música popular entoada por sucessivas gerações de fiéis ao redor do mundo.


1989, Santiago de Compostela, Espanha - Papa João Paulo II

TEMA Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (J14,6)

Quando a Europa estava passando por transformações políticas e seus habitantes foram confrontados com perguntas sobre o seu futuro e identidade, João Paulo II levou a juventude de todo o mundo para a mais antiga rota de peregrinação europeia. Ele disse aos peregrinos: “No túmulo de São Tiago, queremos aprender que a nossa fé tem fundamentos históricos; não é algo vago e transitório”. Um dos fatos simbólicos da edição foi a decisão espontânea dos jovens, durante a missa de domingo, para recolher dinheiro para ajudar as pessoas da Bolívia, Índia e Tanzânia.

HINO: Somos los jóvenes del 2000

O Papa, com cajado de peregrino e chapéu, percorreu a última parte do Caminho de Santiago a pé.


1987, Buenos Aires, Argentina - Papa João Paulo II

TEMA: Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós 
e confiamos nesse amor (1 Jo 4, 16)

A segunda Jornada Mundial da Juventude também foi a primeira realizada fora da Itália e fora da Europa. O Papa João Paulo II escolheu Argentina lutando com as consequências do regime sangrento da ditadura militar e da teologia da libertação, e muitos elementos deste encontro foram explicações simbólicas da essência da Jornada Mundial da Juventude. Primeiro de tudo, era o momento. Apesar de o encontro em Buenos Aires ser o último a ser realizada no Domingo de Ramos, foi um lembrete de que o plano papal é convidar os jovens a explorar o Mistério da Redenção. Em segundo lugar, a definição de juventude. Explicando o tema do encontro, o Papa disse: “Naquelas palavras ressoa o testemunho pungente do que nos referimos como a juventude cristã de espírito, que é a constante preservação da fidelidade ao amor de Deus. A união com Deus nos permite todos os dias crescer nesta juventude”. Em terceiro lugar, foi a fórmula. A edição em Buenos Aires foi inteiramente baseada em um diálogo entre o Papa e os jovens.

HINO: Un nuevo sol

O discurso do papa foi baseado em 21 questões propostas pela juventude, e as celebrações foram acompanhadas de numerosas performances, em que os jovens expressaram dificuldades, preocupações e esperanças da vida cotidiana.

1986, Roma, Itália - Papa João Paulo II

TEMA: Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.

(1Pd 3, 15 – mensagem do Santo Padre João Paulo II aos jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude)

Embora o primeiro encontro tivesse uma dimensão diocesana, esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude “contabilizada”. Em sua homilia, o Papa João Paulo II explicou aos jovens o que, de acordo com o seu plano, deve ser a Jornada Mundial da Juventude, tanto na dimensão diocesana como internacional. Ele disse: "Hoje vocês estão aqui de novo, queridos amigos, para começar, em Roma, na Praça de São Pedro, a tradição da Jornada Mundial da Juventude, a celebração a que toda a Igreja é convidada. (...) A Jornada Mundial da Juventude significa apenas isso, ir ao encontro de Deus, que entrou para a história do homem por meio do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Ele entrou de uma forma que não pode ser desfeita. E ele deseja conhecê-lo acima de tudo”.

Foi neste ano que o caminho das JMJ começou oficialmente.

CRIAÇÃO DA JMJ

A criação da Jornada Mundial da Juventude foi outro exemplo da preocupação de João Paulo II em relação aos jovens, expressada desde os primeiros momentos de seu pontificado. Assim como durante o início de seu pontificado, ele disse aos jovens: "Vocês são o futuro do mundo, vós sois a esperança da Igreja, vocês são a minha esperança”. Quando, em 13 de março de 1983, ele abriu o Centro de Jovens de San Lorenzo, no Vaticano, e duas semanas mais tarde, inaugurou o Extraordinário Ano Santo do Jubileu da Redenção, ele aceitou dos jovens do Centro a cruz de madeira que se tornou um símbolo do Ano Santo. No final das celebrações do Domingo de Ramos, 22 de abril de 1984, ele pediu aos jovens para carregar esta cruz por todo o mundo como um sinal da redenção e do testemunho de sua fé. A juventude assumiu este pedido. Além disso, ela respondeu ao convite do Papa, que os chamou a Roma, em 1985, para um encontro, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, instituído pela Organização das Nações Unidas. Entre outros fatores, estes eventos inspiraram o Santo Padre a se envolver em encontros regulares com os jovens. Ele explicou a sua importância para os funcionários da Cúria Romana durante a véspera de Natal: “Todos os jovens devem sentir o cuidado que a Igreja tem para com eles. Portanto, toda a Igreja, em união com o sucessor de Pedro, deve ser cada vez mais engajada em um nível global aos cuidados com a juventude, em resposta às suas ansiedades e preocupações e as suas receptividade e esperanças. Temos de tentar corresponder às suas expectativas, e nós devemos comunicar a certeza de que é Cristo, a Verdade que é Cristo, e o amor que é Cristo. E nesta preocupação privilegiada, que a Igreja dirige em direção a eles, os jovens precisam encontrar uma prova de que eles importam muito, porque eles valem muito a pena. A sua vida é valiosa para a Igreja”.

Texto retirado de: http://www.krakow2016.com/

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

#1AnoJMJRio2013

Com muita alegria celebramos no último domingo 27 de julho "UM ANO DE JMJ RIO" com uma tarde de louvor, testemunhos, festival de sorvete e o flash mob da JMJ. Jovens, crianças e adultos atenderam ao chamado e vieram relembrar esse momento de graça em nosso país. "A JMJ foi uma linda e inesquecível experiencia na minha vida" - essa foi uma das frases mais ouvidas por aqueles que foram ao Rio de Janeiro participar da JMJ. Já naqueles que não puderam ir a celebração de um ano suscitou o desejo de participar da próxima JMJ que ocorre em 2016 na Cracóvia - Polônia. Essa é a juventude do Papa!

Confira algumas fotos
                           


                           













quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mensagem do Santo Padre Francisco para a XXIX Jornada Mundial da Juventude

Francisco pede aos jovens a coragem da solidariedade e da sobriedade. E anuncia João Paulo II como Padroeiro das JMJ




Cidade do Vaticano (RV) - "Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu": este é o titulo da Mensagem que o Papa Francisco dirige aos jovens para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada em nível diocesano em 13 de abril.

Confira o texto:
Mensagem do Santo Padre Francisco para a XXIX Jornada Mundial da Juventude
(Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014)
«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)
Queridos jovens,
Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.
A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de refletir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).
1. A força revolucionária das Bem-aventuranças
É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.
Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.
As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.
Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.
2. A coragem da felicidade
O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).
Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.
Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.
3. Felizes os pobres em espírito…
A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?
Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.
O adjectivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.
Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).
São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.
Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.
Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.
Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.
Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).
4. … porque deles é o Reino do Céu
Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus connosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».
Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.
Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.
No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».
Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade
Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir - de 2014.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TESTEMUNHO

Maria passe a frente!


Após uma noite de Adoração, Rodrigo me pergunta se eu não animava de ir para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que aconteceria alguns meses depois. Pensei, pensei, pensei... e resolvi aceitar! A partir de então foram meses de preparação. Dia após dia, nos preparávamos com amor e muita ansiedade e a preparação espiritual era permeada com a financeira. Nos reuníamos sempre, vendíamos trufas, fizemos feijoada... Trabalhei dobrado para conseguir folga. E, como tudo que provém de Deus, as batalhas espirituais começaram. Um mês antes da JMJ comecei a sentir umas dores próximo ao estômago, umas dores fortes e bem diferente de gastrite. Fui a um gastroenterologista, consultei, fiz uns exames e foi aí que descobri que estava com uma pedra no ureter direito (“mangueira” que liga o rim à bexiga) e várias pedrinhas na vesícula biliar. O gastro me encaminhou para um urologista, e, após ser examinada e falar que eu iria para a JMJ, ele me disse que não me liberaria para ir, pois apesar da minha vesícula biliar não estar inflamada ela poderia inflamar até lá e tinha grandes chances de eu passar mal durante a Jornada e que seria muito pior. Então, eu até poderia ir, mas sem o consentimento médico. E, por ele, na semana seguinte eu já seria submetida à duas cirurgias: retirada da pedra no ureter, por esse médico, e retirada da vesícula, pelo cirurgião que ele me indicou. No momento que eu ouvi isso não pude conter as lágrimas, afinal, nessa época faltava apenas 15 dias para eu embarcar. Mais que uma excursão, mais que uma viagem com amigos, a JMJ é uma manifestação da fé católica, da unidade da nossa Igreja. E o quanto eu havia batalhado para poder compartilhar esse momento único no país com toda a juventude do mundo... Isso foi numa sexta-feira (05/07/2013) e a consulta com o cirurgião seria na terça feira, para que a cirurgia ocorresse no sábado (13/07). Sai do consultório muito triste, mas com a certeza de que iria para a JMJ. Conversando com uma amiga ela me disse que Pedro Régis, um homem da cidade de Anhanguera na Bahia e que vê Nossa Senhora estaria realizando uma palestra e rezando o terço na cidade no domingo. Fomos até lá, mas o encontro foi mudado para a segunda. Na segunda feira, ainda com dores, fui ao ginásio da Praça de Esportes para participar desse momento. Quase não consegui concentrar de tanta dor. Após rezar o terço, a Doce Mãe apareceu para Pedro, e durante este momento eu pedi muito à Ela que eu não era digna da cura, mas que Ela intercedesse para que eu pudesse ir para a JMJ e sem dores. No dia seguinte nenhuma dor me atormentava e, por isso, ao consultar com o cirurgião, ele me liberou para ir para a JMJ. Eu fui, vivi momentos lindos, únicos... de reavivamento, de manifestação da fé, pude ver pessoalmente o quanto nossa Igreja é unida e jovem. Foram dias inesquecíveis e histórias que rendem livros... Retornando à Montes Claros pedi para refazer o ultrassom antes da cirurgia, que estava marcada para o dia 31/07, dois dias após o meu retorno. E, mais uma vez, Maria esteve a frente, houve uma paralisação dos médicos e a cirurgia foi remarcada, o que possibilitou eu refazer o ultrassom. Ao refazer, foi diagnosticado que a pedra, que estava no início do ureter, havia descido, estando próximo à bexiga, mas eu ainda teria que fazer as 2 cirurgias. Devido à incompatibilidade de horário entre os médicos ( pois eu iria fazer ambas cirurgias no mesmo dia) a cirurgia que estava marcada para dia 07/08 foi remarcada para o dia 28/08 e, com isso, Deus me deu mais tempo para tomar remédios e tentar expelir a pedra no ureter. Dia 21/08 refiz o ultra e a pedra havia sido expelida e sem eu sentir dor nenhuma. No dia 28 eu fiz a cirurgia de retirada da vesícula, mas tudo correu bem. Não tenho dúvidas da intercessão da Mãe para que tudo corresse bem, para que eu pudesse ir e vivenciar os mistérios da nossa fé e hoje poder testemunhar o poder da intercessão dela, assim como fez nas Bodas de Caná. Sou extremamente grata à minha Mãezinha pela generosa intercessão, e ao meu bom Pai por ouvir a sua Mãe e me conceder, mesmo sem eu merecer, tantas graças.
Que a Alegria do Senhor seja sempre a nossa força e que a doce Mãe esteja sempre a frente de nossa vida! Fiquem com Deus! Pax et bonum!







Anne Karoene S.F.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

JMJ Rio 2013: Reflexo da presença de Deus em todos

Estive pensando em enviar uma mensagem que começasse com "apesar de não estar presente durante a JMJ...", porém, tive que mudar o inicio da minha mensagem, pois não houve como não me sentir presente na JMJ. Por onde passei, vi e ouvi comentários sobre tudo o que acontecia, participei de conversas por todos os lugares onde fui e por varias vezes, presenciei pessoas, de varias religiões paradas em padarias, bares e em todos os lugares ouvindo o Papa pela TV. A humildade e carisma do Santo Padre Francisco mudou os olhos do mundo com relação a igreja, a juventude... e com o tempo, tenho certeza de que ele continuará arrastando multidões, pois, Deus está guiando este nosso Papa pessoalmente... Agora é a nossa vez, vamos fazer com que essa semana tão abençoada dure por todo o ano, pois, se nos mantermos nesse ritmo de orações e demonstrações de fé, redescobriremos a essência do AMOR que a muito tempo está esquecida dentre a humanidade.









Texto de: Vinícios Santos Ferreira    


segunda-feira, 25 de março de 2013

Divulgação da JMJ

No último domingo dia 17 de março, nós do G.O. Expressão de Louvor da Comunidade Nossa Senhora Aparecida e São Francisco de Assis - Paróquia São Norberto realizamos uma divulgação da Jornada Mundial da Juventude e da Semana Missionária em nossa comunidade. Nessa divulgação montamos um stand com materiais que mostravam a história da JMJ, como começou, locais onde já foi realizada, seus símbolos, tema e simbolo da JMJ Rio 2013 e  cartazes com os patronos e intercessores e convites para a Semana Missionária que acontecerá aqui em nossa Arquidiocese. Além disso, uma apresentação de dança em mobilização de toda a juventude para participarem desses grandes eventos de 2013. 









quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

JMJ

2013, sem dúvida, é o ano da Juventude católica. Ter em nosso país a presença do Papa e de jovens do mundo inteiro louvando e adorando a Jesus é uma graça de Deus... Que nossa juventude possa experimentar a cada momento desse ano com muita FÉ levando àqueles jovens a mensagem de que PODEMOS SIM SER SANTO SEM DEIXAR DE SER JOVEM...

Prepare-se para vivenciar essa graça!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Bote fé na vida

No dia 22 de julho deste ano, domingo, faltará exatamente 1 ano para a JMJ Rio 2013, momento no qual, então, iniciaremos nossa contagem regressiva. Para marcar essa contagem regressiva será realizado em todas as dioceses do Brasil o BOTE FÉ NA VIDA. Será uma corrida de rua com o intuito de divulgar a JMJ. Em nossa Arquidiocese acontecerá na Praça dos Jatobás com Santa Missa de abertura às 7h e logo após a largada da corrida. As inscrições podem ser feitas na Associação Bom Pastor e nas secretarias paroquiais no valor de 10 reais (valor já inclui a camiseta). Vamos divulgar essa ideia e participar.


Maiores informações: http://www.arquimoc.org.br/noticias.php?id=4412

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - RIO 2013

No último dia 13 foi decidida a data oficial da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro em 2013. Os dias 23,24,25,26,27 e 28 de julho foram os escolhidos para ser a manifestação da força da juventude católica. Nesses dias o nosso querido Papa Bento XVI estará trazendo palavras à juventude de todas as partes do mundo que se unirão em uma só voz em nosso país. Será um momento de muita graça para o povo brasileiro. Desde já colocamos as nossas orações para que a JMJ 2013 traga força e perseverança para os jovens do nosso país.