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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Vídeo da Semana



É pra dançar!

Hoje o nosso blog traz uma coreografia da Banda Arkanjos pra ninguém ficar parado! 
A banda traz uma letra que nos leva a pensar nossa missão, nosso chamado a anunciar o Reino de Deus e as maravilhas de pertencer à Ele.

Sentinela da Manhã - Banda Arkanjos

No coração da noite 
Pode o medo chegar
Espero ansiosamente
A luz da aurora aparecer
Eu sei, que a manhã logo vem
Vem o alvorecer de um novo tempo

Mas ainda é noite 

Tenho um posto pra guardar
Sou chamado a anunciar
Até meu nome Deus trocou
Agora eu já sei quem sou, eu sou...

Sentinela da Manhã
Que anuncia a chegada do sol
Proclama que Jesus Ressuscitou 

Eu sei que o dia vem, 
Vem, maranathá vem
Jesus minha esperança
Que nunca me engana 
Eu sei, o mundo quer sua luz
Quer o alvorecer de um novo tempo

Mas ainda é noite...




Depois de aprender a coreografia é só empurrar o sofá e dançar! 




Postado por: Ana Flávia Santos



terça-feira, 23 de agosto de 2016

ENTREVISTA PHN 2016



8° PHN ACONTECERÁ NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA EM MONTES CLAROS

Foto 6°PHN



"ABRAÇA O QUE É TEU, PERMANECE FIEL, LUTA SEM DESANIMAR, CELEBRA A VITÓRIA!"


No próximo fim de semana, dias 27 e 28 de Agosto, acontecerá em Montes Claros o 8° PHN no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Serão momentos de pregação, oração, testemunhos e muito louvor. Esse ano o evento contará com presença do Ministério Adoração e Vida. Os ingressos podem ser adquiridos nas livrarias católicas da cidade ou nos grupos de oração pelo valor de 15,00 mais um quilo de alimento não perecível. 

Para falar um pouco mais sobre esse que é o maior encontro da juventude católica do Norte de Minas, o nosso blog hoje conversa com um dos organizadores, Walison Soares (Dodo), que está desde sua primeira realização em 2008.

GOEL: O QUE É O PHN?

Dodo: O PHN é uma sigla que quer dizer: Por Hoje Não, Por Hoje Não Vou Mais Pecar e foi criado pelo Dunga, membro e missionário da Comunidade Canção Nova.

Hoje o PHN é pregado por todo o mundo e em todos os lugares se torna uma nova opção para levar as pessoas a descobrirem as belezas da nossa Igreja, seus sacramentos, dogmas, tradições, santos e a Palavra de Deus. Com a proposta simples de apenas dizer a cada dia ao pecado POR HOJE NÃO! A cada não que dou ao pecado equivale a milhares de SIM's A DEUS, e às pessoas que amo e que também me amam.

GOEL: HÁ QUANTO TEMPO ACONTECE? 

Dodo: O primeiro PHN realizado em Montes Claros foi no ano de 2008 na Escola Estadual Antonio Canela, que contou com a participação de mais de 60 pessoas e de lá pra cá o número de pessoas só veio aumentando, sendo que no ano de 2015 foi realizada a sétima edição do evento que contou com a presença de 7000 pessoas incluindo caravanas de várias cidades do Norte de Minas e de Belo Horizonte.

GOEL: QUAIS OS MAIORES DESAFIOS ENCONTRADOS NA PREPARAÇÃO DE UM EVENTO DESSE PORTE?

Dodo: Bom, para realizar um evento deste porte o grupo se depara com vários problemas dentre eles a questão financeira, pois é um evento de um custo muito elevado, onde nos faz passar por grandes dificuldades uma vez que não temos um patrocinador. Já olhando para o lado espiritual a nossa maior dificuldade é a batalha contra o inimigo que fica incomodado com a quantidade de jovens que são libertos com o evento, por isso ele tenta nos atrapalhar de todas as formas desde um simples problema até mesmo ao aparecimento de doenças, mas com a Misericórdia do Nosso Senhor Jesus Cristo e a poderosa intercessão da nossa Bem Aventurada e sempre Virgem Maria nos possibilita a realizá- lo.

GOEL: O QUE ESPERAR DO PHN 2016? 

DodoNeste próximo PHN, esperamos muitas graças, libertações, curas e milagres que serão derramadas sobre a vida das pessoas que irão estar participando deste grande projeto de Deus.
Como diz Dom Bosco “Daí - me Almas e ficai com o resto, o que me importa é a juventude santa.”


Cartaz oficial do evento


Nós do Expressão de Louvor também estaremos colados no PHN! 

Vamos estar durante os dois dias com uma lanchonete vendendo deliciosos salgados, sucos, refrigerantes, salgadinhos e várias outras delícias pra dar aquela energia e não perder nenhum minuto desses momentos em que a graça de Deus vai estar transbordando!
Quer saber onde nos encontrar? Estaremos na barraca número 4, logo na entrada do Ginásio, próximo à rampa.

Lanchonete Expressão de Louvor no 7° PHN

Aaaaahhh! Tem mais! Quem acompanha nosso blog sabe que o nosso XII Retiro está chegando! (Pausa pros gritos de empolgação e ansiedade) Durante o PHN estaremos realizando uma pré-inscrição para o nosso encontro. Pra quem ainda está por fora ele acontecerá nos dias 24 e 25 de setembro no Centro de Espiritualidade da Matriz, portanto, não percam esses dois eventos que só acontecerão para a Honra e Glória de Deus. Aquele que é nosso único Rei e Salvador!

Salve Maria Imaculada!


Autor do post: Ana Flávia Santos

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Testemunho

Testemunho

Minha vida era muito tranquila antes de conhecer o Grupo Expressão de Louvor. Eu sempre
participava das missas e sempre fui uma pessoa “de dentro da igreja”, até que comecei a estudar, e tive a brilhante ideia que não precisava ficar mostrando a minha fé, indo às missas e participando da comunidade. Comecei a me afastar e afastar, e o grande problema é que não percebia que esse afastamento era ruim, pelo contrário, achava que era normal. Optei por ficar focado nos estudos, e não destinava tempo a Deus, achava que minha fé era o suficiente, e que não precisava de nada, mas algo que me incomodava era que, por mais ocupado pelos estudos, pelo trabalho, sempre me faltava algo... Tipo um sentimento de que eu estava me esquecendo de alguma coisa, mas não sabia o que era. Certo dia, almoçando na faculdade, uma colega me fez um convite, a priori aceitei, mas realmente não tinha a mínima intenção de ir, já havia até esquecido, mas essa garota ficava me lembrando, “tá chegando o dia do Retiro do Expressão”, eu pensava, "no dia eu invento alguma coisa e falo que não vai ter como eu ir", como já havia feito com minha irmã  que me convidou para participar de um encontro, e acabei inventando que tinha que estudar para uma prova e não fui.
Então, chegou o dia que Jesus estava guardando pra mim, com o tema do encontro, eu soube que poderia estar em qualquer lugar naquele fim de semana, mas o Senhor me queria ali, e foi nesse encontro que percebi, que estava perdido, andei por vários caminhos, fiz o que achava certo e sempre algo estava faltando na minha vida, era o amor de Jesus, que sempre me amou e eu fiz o que podia pra me afastar dele, mas o seu amor me conquistou Senhor!
Após esse encontro, decidi ouvir a voz de Jesus, me chamando pra seguir nesta caminhada. Percebi que posso ajudar  e descobri que aquelas pessoas estranhas que nos receberam quando chegamos no encontro, eram a família Expressão de Louvor que Deus estava me mostrando.
Não vou ser hipócrita e dizer que conheci o mundo das drogas, das bebidas, do pecado, e depois do encontro fui outra pessoa, isso não, e acho que por isso eu sofri muito com essa sensação de um vazio na minha vida, eu precisava preencher esse espaço com o amor de Jesus na minha vida. A cada dia que convivo com essa família Expressão de Louvor tenho a certeza que estou no caminho certo. A passagem de Apocalipse 3, 14-22 mostra um pouco como era minha vida antes de conhecer o grupo, eu era morno, mas eis que bateram na minha porta e eu ouvi era o chamado de Deus para trilhar nessa caminhada, e eis que estou aqui pra servir.

Luiz Fernando Rocha

sábado, 26 de setembro de 2015

XI Retiro do G.O. Expressão de Louvor

Vem aí o 11° Retiro do Expressão de Louvor nos dias 14 e 15 de novembro, com o tema: "O Teu amor me conquistou, Senhor!"

Jesus te chama para  uma nova experiência, para vivenciar o mais belo e o mais perfeito amor. Seja atraído por esse convite do próprio Cristo para você.

Muito louvor, oração, pregação, Santa Missa, Adoração, partilha, luau e muito mais. A família Expressão de Louvor te espera de braços abertos! As inscrições poderão ser feitas com membros do grupos ou pelo blog a partir do dia 27/09 (domingo) ao dia 17/10 (sábado). Todos os jovens com 17 anos ou mais poderão participar desse momento de chuvas de graças. Eu vou, venha você também!

"Impossível não se conquistar por Aquele que só que amar."





sábado, 29 de agosto de 2015

Hoje é dia de Expressão de Louvor

"Então vem amigo...
 Vem cantar comigo...
 Segue teu coração....
 Vem fazer parte dessa geração..."

Vem fazer parte dessa família... Hoje tem grupo de oração Expressão de Louvor. Oração, louvor, alegria e partilha. Venha experimentar da chuva de graças que Deus preparou para você.

Hoje às 19h no Caminho de Emaús (Av. Castelar Prates, 106 - Major Prates)


sábado, 1 de novembro de 2014

Sábado é dia de Expressão!!!


             
Hoje tem Expressão de Louvor às 19h no Caminho de Emaús (Avenida Castelar Prates, 106 - Major Prates. Venha louvar, se alegrar, rezar, clamar e ouvir a palavra de Deus que  hoje nos convida a sermos santos. Não deixe essa chuva de graças passar...






terça-feira, 5 de agosto de 2014

Vem aí...

Marque na sua agenda essa data - 11 e 12 de outubro, já está marcado a data do 10° Retiro do G.O. Expressão de Louvor no Centro de Espiritualidade da Matriz... Logo, logo maiores informações


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

#1AnoJMJRio2013

Com muita alegria celebramos no último domingo 27 de julho "UM ANO DE JMJ RIO" com uma tarde de louvor, testemunhos, festival de sorvete e o flash mob da JMJ. Jovens, crianças e adultos atenderam ao chamado e vieram relembrar esse momento de graça em nosso país. "A JMJ foi uma linda e inesquecível experiencia na minha vida" - essa foi uma das frases mais ouvidas por aqueles que foram ao Rio de Janeiro participar da JMJ. Já naqueles que não puderam ir a celebração de um ano suscitou o desejo de participar da próxima JMJ que ocorre em 2016 na Cracóvia - Polônia. Essa é a juventude do Papa!

Confira algumas fotos
                           


                           













quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mensagem do Santo Padre Francisco para a XXIX Jornada Mundial da Juventude

Francisco pede aos jovens a coragem da solidariedade e da sobriedade. E anuncia João Paulo II como Padroeiro das JMJ




Cidade do Vaticano (RV) - "Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu": este é o titulo da Mensagem que o Papa Francisco dirige aos jovens para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada em nível diocesano em 13 de abril.

Confira o texto:
Mensagem do Santo Padre Francisco para a XXIX Jornada Mundial da Juventude
(Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014)
«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)
Queridos jovens,
Permanece gravado na minha memória o encontro extraordinário que vivemos no Rio de Janeiro, na XXVIII Jornada Mundial da Juventude: uma grande festa da fé e da fraternidade. A boa gente brasileira acolheu-nos de braços escancarados, como a estátua de Cristo Redentor que domina, do alto do Corcovado, o magnífico cenário da praia de Copacabana. Nas margens do mar, Jesus fez ouvir de novo a sua chamada para que cada um de nós se torne seu discípulo missionário, O descubra como o tesouro mais precioso da própria vida e partilhe esta riqueza com os outros, próximos e distantes, até às extremas periferias geográficas e existenciais do nosso tempo.
A próxima etapa da peregrinação intercontinental dos jovens será em Cracóvia, em 2016. Para cadenciar o nosso caminho, gostaria nos próximos três anos de refletir, juntamente convosco, sobre as Bem-aventuranças que lemos no Evangelho de São Mateus (5, 1-12). Começaremos este ano meditando sobre a primeira: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3); para 2015, proponho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8); e finalmente, em 2016, o tema será: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7).
1. A força revolucionária das Bem-aventuranças
É-nos sempre muito útil ler e meditar as Bem-aventuranças! Jesus proclamou-as no seu primeiro grande sermão, feito na margem do lago da Galileia. Havia uma multidão imensa e Ele, para ensinar os seus discípulos, subiu a um monte; por isso é chamado o «sermão da montanha». Na Bíblia, o monte é visto como lugar onde Deus Se revela; pregando sobre o monte, Jesus apresenta-Se como mestre divino, como novo Moisés. E que prega Ele? Jesus prega o caminho da vida; aquele caminho que Ele mesmo percorre, ou melhor, que é Ele mesmo, e propõe-no como caminho da verdadeira felicidade. Em toda a sua vida, desde o nascimento na gruta de Belém até à morte na cruz e à ressurreição, Jesus encarnou as Bem-aventuranças. Todas as promessas do Reino de Deus se cumpriram n’Ele.
Ao proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a segui-Lo, a percorrer com Ele o caminho do amor, o único que conduz à vida eterna. Não é uma estrada fácil, mas o Senhor assegura-nos a sua graça e nunca nos deixa sozinhos. Na nossa vida, há pobreza, aflições, humilhações, luta pela justiça, esforço da conversão quotidiana, combates para viver a vocação à santidade, perseguições e muitos outros desafios. Mas, se abrirmos a porta a Jesus, se deixarmos que Ele esteja dentro da nossa história, se partilharmos com Ele as alegrias e os sofrimentos, experimentaremos uma paz e uma alegria que só Deus, amor infinito, pode dar.
As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pelos mass media, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados «perdedores», fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros.
Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria. Trata-se dum grande desafio de fé. Jesus não teve medo de perguntar aos seus discípulos se verdadeiramente queriam segui-Lo ou preferiam ir por outros caminhos (cf. Jo 6, 67). E Simão, denominado Pedro, teve a coragem de responder: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6, 68). Se souberdes, vós também, dizer «sim» a Jesus, a vossa vida jovem encher-se-á de significado, e assim será fecunda.
2. A coragem da felicidade
O termo grego usado no Evangelho é makarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? Num tempo em que se é atraído por tantas aparências de felicidade, corre-se o risco de contentar-se com pouco, com uma ideia «pequena» da vida. Vós, pelo contrário, aspirai a coisas grandes! Ampliai os vossos corações! Como dizia o Beato Pierjorge Frassati, «viver sem uma fé, sem um património a defender, sem sustentar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas ir vivendo. Não devemos jamais ir vivendo, mas viver» (Carta a I. Bonini, 27 de Fevereiro de 1925). Em 20 de Maio de 1990, no dia da sua beatificação, João Paulo II chamou-lhe «homem das Bem-aventuranças» (Homilia na Santa Missa: AAS 82 [1990], 1518).
Se verdadeiramente fizerdes emergir as aspirações mais profundas do vosso coração, dar-vos-eis conta de que, em vós, há um desejo inextinguível de felicidade, e isto permitir-vos-á desmascarar e rejeitar as numerosas ofertas «a baixo preço» que encontrais ao vosso redor. Quando procuramos o sucesso, o prazer, a riqueza de modo egoísta e idolatrando-os, podemos experimentar também momentos de inebriamento, uma falsa sensação de satisfação; mas, no fim de contas, tornamo-nos escravos, nunca estamos satisfeitos, sentimo-nos impelidos a buscar sempre mais. É muito triste ver uma juventude «saciada», mas fraca.
Escrevendo aos jovens, São João dizia: «Vós sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vós vencestes o Maligno» (1 Jo 2, 14). Os jovens que escolhem Cristo são fortes, nutrem-se da sua Palavra e não se «empanturram» com outras coisas. Tende a coragem de ir contra a corrente. Tende a coragem da verdadeira felicidade! Dizei não à cultura do provisório, da superficialidade e do descartável, que não vos considera capazes de assumir responsabilidades e enfrentar os grandes desafios da vida.
3. Felizes os pobres em espírito…
A primeira Bem-aventurança, tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, declara felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?
Em primeiro lugar, procuremos compreender o que significa «pobres em espírito». Quando o Filho de Deus Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza, de despojamento. Como diz São Paulo, na Carta aos Filipenses: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens» (2, 5-7). Jesus é Deus que Se despoja da sua glória. Vemos aqui a escolha da pobreza feita por Deus: sendo rico, fez-Se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). É o mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura; e mais tarde na cruz, onde o despojamento chega ao seu ápice.
O adjectivo grego ptochós (pobre) não tem um significado apenas material, mas quer dizer «mendigo». Há que o ligar com o conceito hebraico de anawim (os «pobres de Iahweh»), que evoca humildade, consciência dos próprios limites, da própria condição existencial de pobreza. Os anawim confiam no Senhor, sabem que dependem d’Ele.
Como justamente soube ver Santa Teresa do Menino Jesus, Cristo na sua Encarnação apresenta-Se como um mendigo, um necessitado em busca de amor. O Catecismo da Igreja Católica fala do homem como dum «mendigo de Deus» (n. 2559) e diz-nos que a oração é o encontro da sede de Deus com a nossa (n. 2560).
São Francisco de Assis compreendeu muito bem o segredo da Bem-aventurança dos pobres em espírito. De facto, quando Jesus lhe falou na pessoa do leproso e no Crucifixo, ele reconheceu a grandeza de Deus e a própria condição de humildade. Na sua oração, o Poverello passava horas e horas a perguntar ao Senhor: «Quem és Tu? Quem sou eu?» Despojou-se duma vida abastada e leviana, para desposar a «Senhora Pobreza», a fim de imitar Jesus e seguir o Evangelho à letra. Francisco viveu a imitação de Cristo pobre e o amor pelos pobres de modo indivisível, como as duas faces duma mesma moeda.
Posto isto, poder-me-íeis perguntar: Mas, em concreto, como é possível fazer com que esta pobreza em espírito se transforme em estilo de vida, incida concretamente na nossa existência? Respondo-vos em três pontos.
Antes de mais nada, procurai ser livres em relação às coisas. O Senhor chama-nos a um estilo de vida evangélico caracterizado pela sobriedade, chama-nos a não ceder à cultura do consumo. Trata-se de buscar a essencialidade, aprender a despojarmo-nos de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam. Desprendamo-nos da ambição de possuir, do dinheiro idolatrado e depois esbanjado. No primeiro lugar, coloquemos Jesus. Ele pode libertar-nos das idolatrias que nos tornam escravos. Confiai em Deus, queridos jovens! Ele conhece-nos, ama-nos e nunca se esquece de nós. Como provê aos lírios do campo (cf. Mt 6, 28), também não deixará que nos falte nada! Mesmo para superar a crise económica, é preciso estar prontos a mudar o estilo de vida, a evitar tantos desperdícios. Como é necessária a coragem da felicidade, também é precisa a coragem da sobriedade.
Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.
Mas – e chegamos ao terceiro ponto – os pobres não são pessoas a quem podemos apenas dar qualquer coisa. Eles têm tanto para nos oferecer, para nos ensinar. Muito temos nós a aprender da sabedoria dos pobres! Pensai que um Santo do século XVIII, Bento José Labre – dormia pelas ruas de Roma e vivia das esmolas da gente –, tornara-se conselheiro espiritual de muitas pessoas, incluindo nobres e prelados. De certo modo, os pobres são uma espécie de mestres para nós. Ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui, pelo montante que tem na conta bancária. Um pobre, uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. Os pobres podem ensinar-nos muito também sobre a humildade e a confiança em Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18, 9-14), Jesus propõe este último como modelo, porque é humilde e se reconhece pecador. E a própria viúva, que lança duas moedinhas no tesouro do templo, é exemplo da generosidade de quem, mesmo tendo pouco ou nada, dá tudo (Lc 21, 1-4).
4. … porque deles é o Reino do Céu
Tema central no Evangelho de Jesus é o Reino de Deus. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus connosco. E é no coração do homem que se estabelece e cresce o Reino, o domínio de Deus. O Reino é, simultaneamente, dom e promessa. Já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude. Por isso rezamos ao Pai cada dia: «Venha a nós o vosso Reino».
Há uma ligação profunda entre pobreza e evangelização, entre o tema da última Jornada Mundial da Juventude – «Ide e fazei discípulos entre todas as nações» (Mt 28, 19) – e o tema deste ano: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3). O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangelize os pobres. Jesus, quando enviou os Doze em missão, disse-lhes: «Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento» (Mt 10, 9-10). A pobreza evangélica é condição fundamental para que o Reino de Deus se estenda. As alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida eram de pessoas pobres que tinham pouco a que se agarrar. A evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria.
Como vimos, a Bem-aventurança dos pobres em espírito orienta a nossa relação com Deus, com os bens materiais e com os pobres. À vista do exemplo e das palavras de Jesus, damo-nos conta da grande necessidade que temos de conversão, de fazer com que a lógica do ser mais prevaleça sobre a lógica do ter mais. Os Santos são quem mais nos pode ajudar a compreender o significado profundo das Bem-aventuranças. Neste sentido, a canonização de João Paulo II, no segundo domingo de Páscoa, é um acontecimento que enche o nosso coração de alegria. Ele será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador. E, na comunhão dos Santos, continuará a ser, para todos vós, um pai e um amigo.
No próximo mês de Abril, tem lugar também o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção. Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes. Muitos recordam as palavras com que, no domingo de Páscoa do ano 1984, o Papa acompanhou o seu gesto: «Caríssimos jovens, no termo do Ano Santo, confio-vos o próprio sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade, e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção».
Queridos jovens, o Magnificat, o cântico de Maria, pobre em espírito, é também o canto de quem vive as Bem-aventuranças. A alegria do Evangelho brota dum coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem, que todas as gerações chamam «bem-aventurada» (cf. Lc 1, 48). Que Ela, a mãe dos pobres e a estrela da nova evangelização, nos ajude a viver o Evangelho, a encarnar as Bem-aventuranças na nossa vida, a ter a coragem da felicidade
Vaticano, 21 de Janeiro – Memória de Santa Inês, virgem e mártir - de 2014.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dica da Semana

Conhece o Catecismo Jovem (YOUCAT)? Já ouviu falar? Nãoooooo!!!!
Então te convidamos para conhecê-lo para amar ainda mais a nossa Igreja
Veja só o que o nosso querido Bento XVI diz sobre o YOUCAT





"Digamos que ele nasceu de uma outra obra, cuja génese remonta aos anos 80. Tanto para a Igreja como para a sociedade mundial era um tempo difícil, em que eram necessárias novas orientações para encontrar o caminho do futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e numa situação cultural alterada, muitos já não sabiam ao certo em que os cristãos realmente acreditavam, o que a Igreja ensinava e se ela, no fundo, podia ensinar algo, e como tudo isto se inseria numa cultura alterada pelas bases. Não foi o Cristianismo ultrapassado enquanto tal? Pode hoje ser-se crente com a razão? Estas eram questões que até os bons cristãos se colocavam.
O Papa João Paulo II tomou então uma resolução audaz. Decidiu que os bispos de todo o mundo deveriam escrever um livro em que pudessem apresentar tais respostas. Ele confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e fazer com que, dos seus contributos, surgisse um livro, um verdadeiro livro, não uma composição de diversos textos. Ele deveria ter o título antiquado de Catecismo da Igreja Católica, mas deveria ser totalmente excitante e novo. Deveria mostrar aquilo em que a Igreja Católica hoje crê e como se pode crer razoavelmente.
Fiquei assustado com essa missão. Tenho de confessar: duvidei de que isso fosse exequível. Pois como seria possível que autores espalhados por todo o mundo compusessem juntos um livro legível? Como poderiam pessoas que vivem em diferentes continentes, não apenas geográficos, mas também intelectuais e espirituais, conseguir juntas um texto que tivesse coesão interna e fosse compreensível em todos os continentes? Ocorreu também que estes bispos deveriam escrever não simplesmente como autores individuais, mas também em contato com os seus irmãos no episcopado, com as Igrejas locais. Tenho de confessar: ainda hoje, continua a parecer-me um prodígio que esse plano tenha resultado.
Cerca de duas ou três vezes por ano, durante uma semana inteira, encontrávamo-nos para discutir apaixonadamente cada uma das partes que, entretanto iam crescendo. Sem dúvida, o primeiro passo foi determinar a estrutura do livro. Ele deveria ser simples, para que os vários grupos de autores, que nós fixámos, pudessem assumir tarefas claras e não tivessem de inserir à força as suas declarações num sistema complexo. Trata-se precisamente da estrutura que encontrais neste livro. É simplesmente retirada da experiência catequética secular: «Em que cremos», «Como celebramos os mistérios cristãos», «A vida em Cristo», «Como devemos orar». Não quero narrar agora como lentamente nos debatemos com a totalidade das questões, até finalmente daí surgir um verdadeiro livro. Numa tal obra pode-se naturalmente criticar algo ou até muito: tudo o que o ser humano faz é insuficiente e pode ser melhorado. Não obstante, é um grande livro: um testemunho da unidade na diversidade. De muitas vozes pôde constituir-se um coro comum, porque tínhamos a partitura comum da fé que a Igreja transmitiu desde os Apóstolos.
Porque conto tudo isto?Tínhamos já tido em conta, durante a composição do livro, que não apenas os continentes e as culturas eram diversos, mas também que dentro das sociedades ainda existiam vários “continentes”: o operário pensa diferente do agricultor, o físico do filólogo, o empresário do jornalista, o jovem do sénior. Portanto, tínhamos de nos estabelecer, em termos de língua e de pensamento, acima de todas estas diferenças, isto é, procurar o espaço da “comunhão” entre os diferentes mundos do pensamento. Assim, tornámo-nos ainda mais conscientes de que o texto necessitava de “traduções” nos diferentes mundos vitais, para aí tocar as pessoas nos seus próprios pensamentos e questões.
Nas Jornadas Mundiais da Juventude que se seguiram – Roma, Toronto, Colónia, Sidney – encontraram-se jovens de todo o mundo. Eles desejam crer, procuram Deus, amam Cristo e querem um caminho de comunhão. Neste contexto, surgiu um pensamento: não deveríamos procurar traduzir o Catecismo da Igreja Católica na linguagem dos jovens, introduzindo as suas grandes afirmações no mundo dos jovens? É claro que também existem muitas diferenças na juventude mundial contemporânea. Assim surgiu, sob a experiente orientação do arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, um “Youcat” para os jovens. Espero que muitos jovens se deixem fascinar por este livro. 
Muitas pessoas me dizem: os jovens de hoje não se interessam por isso. Duvido de que isto seja verdade e estou certo do que digo. Os jovens de hoje não são tão superficiais como se diz deles. Eles querem saber realmente o que é a vida. Um romance policial é excitante porque nos insere no destino de outras pessoas, que também poderia ser o nosso. Este livro é cativante porque fala do nosso próprio destino, pelo que está profundamente próximo de cada um de nós.
Assim vos convido: estudai o catecismo! Este é o desejo do meu coração. 
Este Catecismo não fala ao vosso gosto, nem vai pelo facilitismo. Na verdade, ele exige de vós uma vida nova. Ele apresenta-vos a mensagem do Evangelho como uma «pérola preciosa» (MT 13,46), pela qual se tem de dar tudo. Peço-vos, portanto: estudai o Catecismo com paixão e perseverança! Para isso, sacrificai tempo! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o enquanto casal se estiverdes a namorar, formai grupos de estudo e redes sociais, partilhai-o entre vós na Internet! Permanecei deste modo num diálogo sobre a vossa fé!
Tendes de saber em que credes. Tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em tecnologia domina o sistema funcional de um computador. Tendes de a compreender como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação. Precisais da ajuda divina para que a vossa fé não seque como uma gota de orvalho ao sol, para não sucumbirdes às aliciações do consumismo, para que o vosso amor não se afunde na pornografia, para não trairdes os fracos nem abandonardes os que foram vitimados.
Se, pois, cheios de zelo pretenderdes dedicar-vos ao estudo do Catecismo, gostaria de vos dizer uma última coisa para a vossa caminhada: sabeis todos quão profundamente a comunhão dos crentes foi ferida nos últimos tempos pelo ataque do mal, com a infiltração do pecado no íntimo da Igreja, isto é, no seu coração.
Não o tomeis como pretexto para fugir do rosto de Deus!
Vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Trazei à Igreja o fogo inestinguível do vosso amor sempre que o seu rosto for desfigurado! «Sede diligentes, sem preguiça, fervorosos no espírito, servindo o Senhor!» (RM 12,11)
Quando Israel se encontrava na situação mais profunda da sua história, Deus não pediu ajuda aos grandes ou aos notáveis, mas a um jovem chamado Jeremias. Este pensou ter-se tratado de um exagero: «Ah, Senhor Deus! Não sei falar, porque ainda sou um menino.» (JR 1,6) Deus, porém, não ficou desconcertado:
«Não digas: Eu sou um menino! Porque irás a todos a quem Eu te enviar; e falarás tudo quanto te ordenar!» (JR 1,7)
Dou-vos a minha bênção e oro cada dia por todos vós."
Fica aí a nossa dica... Estude o catecismo jovem! Falando nisso todo último domingo do mês nós do G.O. Expressão de Louvor partilhamos e estudamos o YOUCAT. Junte-se a nós!!!
Em fevereiro o tema é Igreja... Esperamos por você às 8h30 no Parque Municipal


sábado, 25 de janeiro de 2014

Sábado no Expressão...

Quarto sábado do mês tem ADORAÇÃO no G.O. Expressão de Louvor... Venha estar diante de Jesus louvando, bendizendo e adorando o nosso Rei dos Reis. Muitas graças te esperam, não deixe passar..

SÁBADO 25/01/2014 ÀS 19H NA CAPELA DA IGREJA NOSSA SENHORA APARECIDA E SÃO FRANCISCO DE ASSIS - MAJOR PRATES

"Eis que é chegada a hora 
Os verdadeiros adoradores 
Adorarão o Pai em espírito e em verdade 
Esses são os adoradores que o Pai procura 
E a força do alto os revestirá 
E o fogo que abrasa os avivará 
Sinais e prodígios irão demonstrar 
Que a glória de Deus sobre o seu povo está 
Brilhará, brilhará, 
Brilhará Também neste lugar 
Libertará, libertará, 
Libertará Também neste lugar"
                                                                     (Brilhará - Walmir Alencar)

Convide seus familiares e amigos. Venha adorar Jesus conosco. Esperamos por vocês!
#EuVou E vc???



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

"Julgar ou exortar? O que fazer? Como fazer?"




"Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste  oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir" (2 Tm 4, 1-2).

Todos nós filhos de Deus e conhecedores do seu amor e de suas leis temos por obrigação alertar, exortar, nossos irmãos quanto ao que é reto e agrada à Deus, quanto às coisas que nos aproximam de Deus e as que nos afastam. Contudo, devemos saber que á uma tênue diferença entre exortar e julgar. Podemos em meio a uma exortação acabar julgando, assim como a recíproca pode ser verdadeira.
Então qual seria a diferença? Julgar exige sentença e punição e exortar é alertar, com amor e misericórdia o outro para aquilo que julgamos inconveniente ou arriscado. Portanto, podemos perceber que exortação não tem nada haver com julgamento. A palavra exortar vem do grego parakalesei que significa habilidade de animar, motivar, confortar, encorajar e advertir. E julgar vem do latim judiciare, que significa decidir como juiz ou árbitro, avaliar, lavrar ou pronunciar sentenciar. Como disse Jesus no capítulo 6 do Evangelho de São Lucas:

"Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso.
Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados.
Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?
Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão".

Nenhum homem é capaz de julgar o outro, somos todos fracos e pecadores. Nenhum ser humano alcançou o direito de exercer julgamento sobre outros, se não o próprio Filho  de Deus, por meio de Sua morte e ressurreição. A maior expressão de Sua Palavra é o Seu próprio Filho, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Jesus dividiu a história e seus ensinos continuam a dividir a alma do homem de maneira que uma vez que tenha uma revelação de quem Ele é imediatamente se encontrará em um vale, entre a cruz e a espada, e precisará fazer uma escolha.
De fato não fomos chamados para julgar, mas há um chamado que pesa sobre todo aquele que obedece às palavras da verdade, que é exortar todo aquele que anda desordenadamente para que se arrependa e volte a caminhar pelo caminho de Vida. Se nos omitirmos de fazer isso, por autoestima ou qualquer coisa que seja, estaremos expressando o amor com que fomos amados? Estaríamos amando o nosso próximo uma vez que estamos vendo que a luz que há nele são trevas e mesmo assim não fazemos nada? É certo que não há amor nisso!
Corrigir os que erram é obra de misericórdia espiritual. Mas como fazer isto sem julgar? Exemplos:

Um pai ou mãe ensina a criança: “vai estudar meu filho, para você ser alguém na vida, o que você quer ser quando crescer?... ahh, mas então tem que ler bastante.... blá blá blá... 

Julgar:
"ahhh, mas você é burro mesmo hein? Desse jeito não vai ser um nada na vida... vai estudar seu preguiçoso... Quer ser o quê?!! Hein? Um chinelão? Vagabundo? blá blá blá....

Não podemos ser acusadores!!! Temos que ser como Jesus foi com a Samaritana: “Disseste bem que não tens marido. De fato, tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é teu marido” (Jo 4, 17-18). À primeira vista, parece uma acusação: Jesus apontando o erro da samaritana... Mas ao lermos este capítulo 4 do Evangelho de São João, dos versículos 1 ao 42, vemos como é nítido amor de Jesus por ela! Ele a acolhe e mostra-lhe o Caminho, a Solução, a Água Viva. A reação dela não é de quem foi acusada de algum erro, mas de alguém que foi contemplado pela ação misericordiosa de Deus: “A mulher deixou a bilha e foi à cidade dizendo às pessoas: ‘Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será ele o Cristo? ’” (Jo 4, 28-29).
O Evangelho deixa claro para nós a felicidade da samaritana e a vontade de fazer com que outros experimentem o que ela experimentou: enxergar a verdade, que é o próprio Jesus (Jo 4, 39ss). E aí está a grande descoberta: exortar é um ato de amor, de misericórdia! Feliz aquele a quem Deus corrige porque “o Senhor corrige os que ele ama como um Pai, ao filho preferido” (Pr 3,12)
Exortar se torna um ato difícil por causa do egoísmo, da inveja, do respeito humano... E assim colocamos uma linha muito fina entre o que é exortar e o que é acusar... Muitas vezes temos até a boa intenção de exortar, mas não conseguimos. Agimos como aqueles que queriam apedrejar a mulher adúltera, cegos e prepotentes, como se fôssemos menos pecadores que os que estão a nossa volta (Jo 8, 3-9).
Peçamos a Deus a graça do discernimento e da sabedoria, para sermos instrumentos dóceis de correção fraterna! Observemos então nossos atos. Se, ao corrigir alguém, buscamos levar nossos irmãos para o céu conosco, estamos exortando. Se buscamos agradar nossas vontades, nossos gostos, nossa maneira de ser ou pensar, então está acusando. E neste ponto podemos enumerar algumas diferenças entre exortação e acusação, baseadas em nossas atitudes. Quem exorta também ouve. Quem acusa só fala, critica e dá ordens. Quem exorta mostra os erros, mas busca e enfatiza as soluções. Quem acusa geralmente não conhece soluções ou nem pensou nelas. Quem exorta caminha junto. Quem acusa abandona.
A exortação leva ao crescimento, a acusação à destruição do próximo. Quem exorta pode fazer grandes amizades. Quem acusa gera indignação e inimizade. Quem exorta anima e dá coragem. Quem acusa frustra e fere a autoestima do próximo. Aquele que exorta se humilha porque pode não ser escutado, e exalta o próximo porque quer vê-lo no céu. O que acusa, ao contrário, só humilha o outro e se exalta porque está “sempre certo”. O que exorta, ama! O que acusa, despreza... Deus exorta... E o inimigo acusa. E você?
Então exortar tem uma conotação mais amorosa, mas com certo ar de ordem, para disciplinar o outro, já julgar você estabelece uma crítica sem fundamento, ou mesmo fundamentada não compete a nós dizer sentenciar o outro, puni-lo.
E só com base nisso podemos ser bênção na vida dos nossos irmãos, e assim como João, poder mostrar Jesus a aqueles que estão perdidos ou a aqueles que não O conhecem.E a nós, que agora estamos reunidos e somos povo santo e pecador, dai força para construirmos juntos o vosso reino que também é nosso” (Oração Eucarística V).

  Anne Karoene S.F.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Jovem e Missão

                 
      "Sabe qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês!” 
      Essa frase, dita pelo Papa Francisco na Missa de Envio da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, vem nos mostrar a importância de sermos testemunhas do amor de Deus para as pessoas que estão ao nosso redor. As pessoas andam carentes de amor, desse amor que é eterno, que provém de Deus, pois a cada dia mais estão sendo preenchidas pelo “amor” que o mundo oferece. 
      A juventude, de modo particular, tem-se perdido pelo mundo, banido Deus da sua vida. E a Igreja, atenta à essa necessidade de resgatar a juventude criou o Dia Nacional da Juventude (DNJ) durante o ano Internacional da Juventude promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1985, e esse é comemorado no último domingo de outubro.
     O DNJ foi um chamado da Igreja à juventude. Nós somos fortes, temos o poder de vencer o maligno. E isso não é uma percepção minha, é uma certeza dita por Jesus: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o Maligno” (I João 2, 14). É de suma importância que tomemos posse do que Jesus nos diz, sobretudo nesses tempos onde o mundo prega o relativismo. E, para ser forte, o jovem deve ser destemido. Isso foi solicitado pelos nossos últimos três Papas. O Beato João Paulo II disse, além disso, que se fôssemos como deveríamos ser colocaríamos fogo no mundo. E por que não colocamos? Por que ficar parado
      O nosso Papa Emérito, Bento XVI, além de nos pedir para não ter medo, acalentou nosso coração dizendo que Jesus não tira nada, mas dá TUDO. Então por que temer? Por que não o seguir?
        O Santo Padre Francisco nos disse para não termos medo da bondade e da ternura, em outras palavras, não devemos ter medo de estar com Jesus, de segui-lo. Diante disso, em 2013, o tema do DNJ foi “Juventude e Missão”.
     E o que é seguir missão? Ser missionário? Muitas vezes pensamos que Missionário é só aquele que deixa a sua casa e viaja para um local carente a fim de cuidar dos mais necessitados. NÃO! Alguns são chamados à ir de encontro com os mais necessitados. Como diria Francisco de Assis, ir amar o Amor, amar Jesus nos pobres, nos doentes, nos marginalizados, abandonados pela sociedade. Contudo, Jesus Cristo envia TODOS nós em missão.
     Cada um tem a função diária de ser anunciador da Palavra de Deus na própria família, com as crianças do seu bairro, na sua roda de amigos, ser exemplo de cristão por onde passar. Anunciar a Boa Nova, convidar à todos à experimentar o amor incondicional de Deus, perceber a alegria de ser todo do Pai. E caminhando, sendo você um reflexo do que está vivenciando com Deus, da sua intimidade para com o Pai, perceberás o que São Francisco disse à Frei Leão: “Pregue o evangelho, se necessário, use palavras”. A palavra convence, mas o testemunho, esse meu irmão, arrasta. Então busque ser esse reflexo do amor de Deus, espelho da beleza do Senhor.
         Para isso, por vezes serão necessárias algumas renúncias. E você deve estar se perguntando, mas Bento XVI não disse que Jesus não tira nada? Sim, Ele não tira nada, principalmente o que te auxilia à fazer o bem, mas Ele te alerta à renunciar ao que te leva a pecar, a se afastar de Deus. "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada domine” (1 Coríntios 6:12). E nós jovens, muitas vezes temos dificuldade em abrir mão de algumas coisas com a justificativa de que essa fase passa rápido e devemos curtir cada momento, mas nos esquecemos de que é possível aproveitar a juventude, ser de Deus, ajudar o próximo e viver nossas vidas tudo ao mesmo tempo. Ser de Deus não é careta, ser de Deus é legal! A Igreja está cada vez mais jovem, cada vez mais viva, basta você provar dessa "laranja" para perceber como ela é doce, pois, ainda que eu tente, não conseguirei provar isso para você a não ser te levando à experimentá-la.
        Temos diversos movimentos, diversos eventos, músicas, danças... enfim, de diversas maneiras nas quais a Igreja nos mostra que não só podemos, mas que devemos “ser santos sem deixar de sermos jovens”, como pediu o Beato João Paulo II. E disse mais: “A juventude não é apenas um período de vida (…), mas uma qualidade de alma que se caracteriza precisamente por um idealismo que se abre para o amanhã. Jovens do mundo inteiro tenham a santa ousadia, de serem os santos do novo milênio”.
         Então jovens, de corpo e de alma, que tal se decidir, se organizar, acreditar mais em você, confiar mais Jesus e, assim, produzir novos raios de vida para a sociedade?!? Sem se esquecer, é claro, que podemos também contar com nossa Mãe Maria, para nos guiar ao Pai. E, assim, cada vez que passarmos pelo último domingo de outubro daremos mais um passo em direção a um novo mundo possível...

Texto de: Ana Flávia Santos e  Anne Karoene S.F.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cinco pedrinhas para vencer os nossos golias


A história de Davi e Golias é uma das mais conhecidas da Sagrada Escritura. Um forte guerreiro, Golias de quase 3 metros de altura e vários quilos de armadura saía do campo dos filisteus  desafiando o exército israelita para mandarem um competidor digno. Confiante na sua superioridade e da sua força natural ele propõe uma competição em que o ganhador ficaria com tudo. Ninguém aceitava a proposta. O jovem pastor de ovelhas Davi é enviado por seu pai para levar mantimentos para os seus irmãos e o seu comandante na frente da batalha. Foi nesse campo  que Davi ao ver tal situação e pela força que tinha em Deus e em nome de Deus enfrentou Golias com seu simples cajado e cinco pedrinhas. E com uma dessas pedrinhas venceu o temido guerreiro. Ainda hoje encontramos vários "golias" em nossa caminhada. A preguiça, o comodismo, o medo, os vícios, a inveja, a falta de perdão... e muitos outros que entram em nossa vida e , às vezes, ficamos diante deles como o exercito de Israel - parados com medo de lutar. Esquecemos que assim como Davi, com seu grande exemplo de fé e coragem, temos em nossa frente algumas pedrinhas que nos ajudam e nos fazem vencer qualquer gigante de dois, três, quatro metros... Então você deve está se perguntando "mas quais são essas então?" Nossa Senhora de Medjiugorie fazendo-nos um convite para a conversão pessoal nos mostra as cinco pedrinhas que nos ajudam a vencer os nossos golias -  a eucaristia, a leitura da palavra, o jejum, a confissão e  a oração por meio do Santo Rosário. Com elas conhecemos a vontade de Deus e recebemos a fortaleza do próprio Cristo. Com elas nenhum "golias" poderá nos vencer, pois nelas encontramos a força e a coragem necessária.






Texto de: Danielle Flávio