terça-feira, 25 de agosto de 2015

Formação

O Dom de Línguas

         Algumas pessoas pensam e dizem que o dom das línguas é o menor e o mais insignificante de todos. Porém, São Paulo escreve: “Aquele que fala em línguas não fala aos homens,senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do espírito” (1 Cor 14,2). Ora, o Espírito
orando no homem será pouca coisa? “Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza: porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo
intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus” (Rm 8, 26-27).
        Talvez o mais difícil para algumas pessoas seja o abandono e a entrega da voz, para que o Espírito ore com “gemidos inefáveis”. Alguns precisam renunciar a auto-suficiência e submeter-se à ação do Espírito Santo. Mas vale a pena! O bem inefável que o mesmo Espírito traz com sua
presença, a paz profunda que só Deus pode dar, a certeza de que Ele ora da melhor forma, são benefícios certos e imprescindíveis para o crescimento espiritual.
         O grande desejo de S. Paulo é manifestado assim: “De minha parte, desejaria que todos falásseis em línguas...” ( 1 Cor 14,5). Esta oração contém um caminho de enriquecimento espiritual, um título de graça. Na medida em que cresce a oração, modifica-se a vida pela ação amorosa e misteriosa de Deus. No Pentecostes aconteceu a primeira manifestação do dom das línguas de que se tem conhecimento. São Lucas narrou com muito entusiasmo: “Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At2,4). Depois do Pentecostes, o dom das línguas difundiu-se também entre todos os cristãos: “Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus” (At 10,46). “E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre
eles, e falavam em línguas estranhas.”
(At 19,6)

Fonte: o Encarte da Revista Renovação n 55 - Março/Abril de 2009
O BOLETIM N 44

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